Os sindicatos de médicos alertaram quinta feira para o risco de "rutura" nas urgências dos hospitais de todo o país porque não lhes vão ser pagas horas extraordinárias.

"São centenas, há quem avance milhares" de médicos que já entregaram declarações a dizer que não vão trabalhar horas extraordinárias, disse aos jornalistas o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Sérgio Esperança, após uma reunião conjunta da Fnam e do Sindicato Independente dos Médicos no Ministério da Saúde.

Sérgio Esperança prevê que poderá haver "rutura absoluta em muitas urgências a curto/médio prazo" conforme o tamanho dos quadros de pessoal de cada hospital a partir de março ou abril.

O sindicalista afirmou que "não haverá nenhuma instituição hospitalar que resista para além do meio do ano".

O assunto das horas extraordinárias foi um dos abordados na reunião com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, mas não se avançou além de combinar que será discutido em próximas reuniões.

"Alertámos para o facto de haver inúmeras declarações já entregues pelos médicos" pelos limites impostos ao pagamento de horas extra, frisou.

Os sindicatos defendem uma "reorganização do serviço extra e da compensação de que será objeto", adiantou.

Na reunião de qinta feira ficou marcada nova ronda negocial para 09 de fevereiro para discutir também a grelha salarial das 40 horas semanais e as diferentes posições remuneratórias previstas na lei 12-A que ainda não estão aplicadas.

20 de janeiro de 2012

@Lusa

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