Reino Unido registou 492 mortes atribuídas a covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo desde meados de maio, e 25.177 novas infeções, informou o ministério da Saúde britânico.

Na terça-feira tinham sido registadas 397 mortes e 20.018 novos casos, mas os números do início da semana são frequentemente mais altos porque incluem dados do fim de semana.

Nos últimos sete dias registaram-se 2.067 mortes, uma média de 295 por dia, mais 36% do que nos sete dias anteriores.

O total acumulado desde o início da pandemia covid-19 no Reino Unido é agora de 1.099.059 contágios confirmados e de a 47.742 óbitos registados num período de 28 dias após as vítimas terem recebido um teste positivo.

Hoje, o parlamento aprovou um confinamento nacional de quatro semanas em Inglaterra, por 516 votos a favor e 38 contra.

"Como primeiro-ministro, quando sou confrontado com dados que projetam que o nosso sistema nacional de saúde pode colapsar, com o número de mortes na segunda vaga a ultrapassar as da primeira (...), só posso chegar a uma conclusão: não estou preparado a correr o risco com as vidas dos britânicos", disse o primeiro-ministro, Boris Johnson, ao apresentar a medida esta tarde aos deputados.

O governo foi criticado por vários deputados do próprio partido Conservador devido ao impacto das medidas nas liberdades individuais dos cidadãos e na economia, mas foram insuficientes para derrotar a proposta porque a oposição votou a favor.

Assim, a partir da meia-noite, a maioria do comércio vai ficar fechada, com bares e restaurantes restritos a serviços de venda para fora, mas escolas e universidades vão permanecer abertas.

As pessoas serão obrigadas a ficar em casa, exceto para trabalhar, exercício e compras essenciais.

Devido ao sistema descentralizado, o confinamento aplica-se apenas em Inglaterra, pois as regras na Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales são definidas pelos governos autónomos.

País de Gales e Irlanda do Norte estão em confinamento nacional até 09 e 13 de novembro, respetivamente, enquanto que a Escócia continua a aplicar um sistema de cinco níveis de restrições locais introduzido esta semana.

Itália supera novamente os 30.000 casos de novo coronavírus num dia e regista 352 mortes

A Itália registou 30.550 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas e 352 mortes, o segundo maior número desde meados de maio, de acordo com o boletim divulgado hoje pelo Ministério da Saúde.

O país volta a superar as 30.000 novas infeções num só dia, algo que não acontecia desde sábado, porém, hoje, foram feitos mais testes, quase 212.000.

O diretor-geral de Prevenção do ministério, Giovanni Reza, falou em conferência de imprensa de uma “certa estabilização” nesses dados elevados, embora tenha assegurado que os efeitos das mais recentes restrições destinada a travar a pandemia ainda não podem ser comparados.

Desta forma, em Itália, 790.377 pessoas foram contagiadas desde o início da emergência sanitária, em meados de fevereiro, das quais 39.764 morreram.

Atualmente existem no país 443.235 pessoas com covid-19, mas a grande maioria está em casa com poucos sintomas ou sem eles, enquanto a pressão continua a aumentar nos hospitais, hoje de forma mais contida do que nos dias anteriores.

No total, 22.116 pacientes estão internados, mais 1.002 do que na terça-feira, e 2.292 precisam de cuidados intensivos, uma subida de 67 relativamente ao dia anterior.

As regiões com maior número de novas infeções foram a Lombardia, epicentro desde o início e que hoje detetou 7.758 casos positivos, seguida pela Campânia (4.181) e Piemonte (3.577).

Com estes números, o Governo italiano vai analisar que regiões ou territórios vai confinar para conter o avanço do vírus, depois de hoje aprovar um novo decreto que impõe toque de recolher nacional às 22:00 locais e prevê a criação de três tipos de zonas, segundo a situação epidemiológica.

O decreto já assinado pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte, em vigor a partir de quinta-feira e até 04 de dezembro, divide o país em três zonas em função do risco de contágio que apresentam e, sobre elas, vão cair restrições mais ou menos severas.

O ministro da Saúde, Roberto Speranza, deve anunciar nas próximas horas como o país está dividido, segundo fontes do Governo.

Entre as regiões isoladas deverão estar Lombardia, Piemonte e Calábria, esta última devido ao deficiente sistema de saúde que possui.

Nestas zonas vai haver uma situação semelhante à do confinamento da passada primavera, com limitações severas de movimento.

Vai ser possível sair de casa para dar um passeio ou realizar atividades físicas, sempre perto de casa e com máscara, que é obrigatória ao ar livre em todo o país, e o desporto será realizado individualmente.

As escolas serão abertas apenas a alunos do ensino médio, a partir dos 11 anos, enquanto as restantes permanecem à distância.

O toque de recolher noturno vai estar em vigor em todo o país a partir de quinta-feira, das 22:00 às 05:00 locais e cinemas, teatros, ginásios, piscinas, salas de espetáculos, museus, exposições e espaços recreativos foram encerrados.

Bares e restaurantes em áreas sem grandes restrições podem abrir apenas até às 18:00 locais e servir ao domicílio até ao início do toque de recolher.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 47,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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