Desde junho do ano passado que os doentes que se deslocam ao Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa para tratamentos têm de solicitar o transporte na central que este hospital criou e não diretamente aos bombeiros, como até então faziam.

A central tenta depois arranjar um transporte, preferencialmente de vários doentes, o que visa diminuir a despesa nesta área, que atingiu os 7,1 milhões de euros em 2016 e os sete milhões de euros em 2017.

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Em entrevista à agência Lusa, o presidente do IPO Lisboa, Francisco Ramos, referiu que, do ponto de vista económico, “a medida tem um impacto positivo”. “Precisamos de continuar a trabalhar e aperfeiçoar para obter um equilíbrio razoável entre continuar a servir os doentes da melhor forma e minimizar os inconvenientes do transporte múltiplo de doentes”, explicou.

Francisco Ramos entende que, em certos casos, a medida possa obrigar um doente a sair de casa mais cedo e a regressar mais tarde. “É um incómodo que estamos a suscitar a alguns dos nossos doentes. É um incómodo que assumimos e consideramos inevitável”, adiantou.

Reação negativa dos bombeiros

O administrador recordou a reação negativa por parte de algumas associações de bombeiros, que chegaram mesmo a recusarem-se a trazer doentes de concelhos que não os seus, mas nestes casos foram encontradas alternativas, como o serviço da Cruz Vermelha Portuguesa ou juntas de freguesia.

“Fazemos cerca de 300 transportes por dia para todos os pontos do sul do país. É um volume de trabalho muito grande que agora começa a normalizar e a estabilizar, mas que durante algum tempo suscitou um volume de reclamações muito grande que naturalmente nos preocupa”, declarou.

Se as reclamações dos utentes preocupam o administrador do IPO, as dos bombeiros nem por isso: “As reclamações por parte das associações de bombeiros serão muito legítimas, mas o IPO não existe para satisfazer as necessidades das corporações dos bombeiros”.

“O que a lei diz é que todos os doentes oncológicos têm direito a que o seu transporte seja assegurado pelo hospital onde o tratamento é prestado. O IPO tem de fazer isso da melhor forma possível, mas também ao menor custo possível”, concluiu.

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