Defenderei sempre a prestação de cuidados de saúde em segurança. Ter a vida dos doentes nas mãos acarreta uma enorme responsabilidade à nossa profissão. É inaceitável trabalhar em equipas sem recursos humanos. O caos na saúde vai-se multiplicando, e afeta não só os serviços de urgência do país, como também as outras áreas.

As Instituições de Saúde têm o dever de garantir condições de trabalho adequadas. Por outro lado, a tutela e o poder político também têm o dever de proporcionar condições de equidade no acesso aos Centros de Saúde e aos Hospitais.

Quando nada disto se verifica, os profissionais de saúde, e neste caso os médicos, devem denunciar condições de precariedade, que colocam em risco a vida dos doentes, e que aumentam a probabilidade de situações de burnout e de exaustão emocional.

De nada serve mascarar a realidade. Esperar mais de 10 horas por atendimento na urgência é absolutamente inadmissível. Assistimos ao declínio da qualidade na prestação de cuidados. Assistimos ao comprometimento da formação dos jovens médicos, que se vem confortados com situações de stress, onde são obrigados a assumir responsabilidades para as quais não estão preparados.

Enquanto candidata a Presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos serei incansável na defesa do exercício da profissão. Os doentes estarão sempre em primeiro lugar. Serei intransigente nesta matéria, e tudo farei para encontrar soluções eficazes que nos permitam exercer a nossa profissão de forma adequada e digna.

Portugal merece mais e melhor!

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