Num artigo publicado na revista científica Global Change Biology, condensam-se os resultados de vários estudos feitos ao longo dos anos para alertar para o aumento “dramático” destes nemátodos, que podem contaminar seres humanos pelo consumo de peixe, lulas, chocos ou polvos crus ou mal cozinhados, causando alergias e perturbações digestivas.

“Mostra como os riscos para os humanos e para os mamíferos marinhos estão a mudar. É importante saber isso do ponto de vista da saúde pública, mas também para perceber o que se passa com as populações de mamíferos marinhos que estão a diminuir”, afirmou a investigadora Chelsea Wood, da faculdade de Ciências Marinhas da Universidade de Washington. 

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Os 'Anisakis' encontram-se em muitas espécies marinhas. Quando são ingeridos por seres humanos podem invadir a parede intestinal e provocar sintomas parecidos com os de uma intoxicação alimentar: náuseas, vómitos e diarreia.

A anisaquíase afeta cerca de 2.000 pessoas anualmente, principalmente nos países asiáticos, mas a popularidade de pratos como o sushi, em que se utiliza peixe cru, faz com que aumente a incidência por todo o mundo.

Na maioria dos casos, os parasitas morrem em poucos dias e os sintomas desaparecem, mas algumas pessoas podem desenvolver alergias graves.

Para evitar a contaminação de humanos, as autoridades de saúde aconselham a congelar o pescado a temperaturas inferiores a 20 graus negativos ou cozinhá-lo a mais de 60 graus.

O ciclo de vida dos vermes, que podem atingir dois centímetros de comprimento, começa no fundo do oceano. Começam por contaminar pequenos crustáceos que vivem no leito marinho e passam depois para os peixes que comem esses crustáceos.

Vão progredindo na cadeia alimentar para peixes maiores e, no último estágio, contaminam humanos e mamíferos marinhos.

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Enquanto nos intestinos humanos têm vida curta, nos dos outros mamíferos podem persistir e reproduzir-se.

Embora os riscos para a saúde humana sejam, portanto, reduzidos, os cientistas desconfiam que os 'Anisakis' possam estar a ter um grande impacto nas populações de golfinhos, baleias e focas.

Quanto ao que levou ao aumento da abundância dos parasitas, o estudo cita as alterações climáticas e os fertilizantes que são levados pelos rios até ao mar como hipóteses prováveis.

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