"Apesar das propostas da OE e dos alertas constantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre retenção de enfermeiros, o Governo continuou a contratar a termo e sem nenhuma estabilidade por quatro meses", critica a Ordem dos Enfermeiros num comunicado enviado ao SAPO.

"Num ano, durante a pandemia, e por causa disso, emigraram quase 1.300 enfermeiros. Quase tantos como estes em contratos de substituição. Mas fez mais, durante o estado de emergência, o Governo proíbe a rescisão de contratos por parte dos enfermeiros, mesmo daqueles que ganharam o direito a um lugar de quadro numa instituição de saúde do SNS", alerta.

"A Ordem dos Enfermeiros não compreende estas decisões, numa altura em que o combate à pandemia continua a depender destes profissionais de saúde, em que existe uma séria possibilidade de uma quarta vaga e desígnio nacional e prioritário de vacinar todos os portugueses contra a COVID-19", escreve a Ordem.

"Tudo isto num país com o mais baixo rácio de enfermeiros por mil habitantes", conclui.

Já ontem o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) alertou que há dezenas de enfermeiros a serem dispensados de funções, como se fossem "dispositivos descartáveis", e outros com vínculos precários.

"O SINDEPOR tem conhecimento que, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, há enfermeiros com contratos não-Covid que já começaram a ser despedidos", revelou o organismo em comunicado.

"Trata-se de enfermeiros que trabalharam no combate à pandemia e que, mesmo num cenário de abrandamento da mesma, continuam a ser necessários para responder aos tratamentos de outras doenças, que ficaram atrasados face à prioridade dada aos pacientes COVID-19", explica.

A pandemia de COVID-19 provocou, pelo menos, 2.735.411 mortos no mundo, resultantes de mais de 124,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Em Portugal, já morreram mais de 16 mil doentes com COVID-19 e foram contabilizados até agora mais de 818 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS). Com Lusa

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