“Estou preocupado com a transmissão porque sugere que o vírus está a estabelecer-se e pode deslocar-se para grupos de alto risco, incluindo crianças, pessoas imunodeprimidas e grávidas”, salientou Tedros Adhanom Ghebreyesus em conferência de imprensa.

De acordo com o responsável da organização, o vírus foi identificado em mais de 50 países, uma “tendência que é provável que continue”, e registaram-se já casos de crianças infetadas, mas sem gravidade.

O diretor-geral adiantou ainda que, a pedido dos próprios peritos do Comité de Emergência, pretende convocar novamente esse órgão, depois de no primeiro encontro realizado em 23 de junho os especialistas terem considerado que a Monkeypox não representava uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, o nível mais alto de alerta.

“Eles também aconselharam que eu os devo convocar com base na evolução da situação, o que eu vou fazer”, assegurou Tedros Adhanom Ghebreyesus, adiantando que 11 dos 14 peritos do Comité de Emergência consideraram que não estavam reunidos os critérios para a declaração do nível de alerta mais elevado.

Ao Comité de Emergência, que reúne por convocação do diretor-geral da OMS, cabe recomendar se um surto constitui uma Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional (PHEIC), propondo medidas temporárias para prevenir e reduzir a propagação de uma doença e gerir a resposta global à saúde pública, que assim for necessário.

A PHEIC é declarada com base num ”um evento extraordinário, grave, repentino, incomum ou inesperado”, com implicações para a saúde pública para além da fronteira nacional do Estado afetado e que pode exigir uma ação internacional imediata.

Desde 01 de janeiro e até 22 de junho, foram reportados à OMS 3.413 casos confirmados em laboratório de Monkeypox e uma morte em 50 países e territórios de várias regiões do mundo.

De acordo com o balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje, mais 18 casos de infeção humana pelo vírus Monkeypox foram confirmados nas últimas 24 horas, elevando para 391 o total em Portugal.

A maioria das infeções até agora notificadas foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, existindo já casos nas restantes regiões do continente e na Região Autónoma da Madeira, realça a DGS na informação disponibilizada no seu ‘site’.

Todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, a maioria com menos de 40 anos, refere, adiantado que todos os casos identificados mantêm-se com acompanhamento clínico e estão estáveis.

De acordo com a DGS, uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

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