Até o momento, o Egito é o único país em África em que há a confirmação de um caso de contaminação.

Numa reunião de ministros da Saúde dos países da União Africana (UA), em Adis Abeba, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países que compõem o continente "façam uma frente comum para ser mais combativos" na luta contra o novo coronavírus.

"A nossa principal preocupação continua a ser a possível propagação do  COVID-19 nos países cujos sistemas de saúde são mais precários", disse o diretor-geral da OMS durante uma videoconferência em Genebra.

Até o momento foram detectados 200 casos suspeitos em África, sendo que quase todos tiveram testes com resultados negativos para a doença, informou no sábado a diretora do escritório regional da OMS no continente, Matshidiso Rebecca Moetei.

Porém, caso o coronavírus se alastre, os sistemas de saúde terão que atender uma série de pacientes com sintomas como insuficiências respiratórias, ressaltou Adhanom Ghebreyesus.

No continente, muitos países não possuem o material necessário e isso "é um motivo para preocupação", alertou.

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, pediu às autoridades africanas que "tomassem medidas drásticas de prevenção e de controle" em relação ao novo coronavírus.

Há o desafio de que os países africanos tenham como realizar testes para a detecção do vírus. Em três semanas, o número de países capazes de fazer esses testes passou de dois a 26, acrescentou Moetei.

Várias companhias aéreas africanas, como a Kenya Airways, suspenderam os voos que tinham a China como destino. No entanto, a Ethiopian Airlines, a maior empresa do setor no continente, manteve as suas conexões.

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