“As questões relacionadas com a obesidade e depois aquilo a que chamamos as patologias associadas, como as doenças cardiovasculares e a diabetes, entre outras, são os principais fatores de risco no concelho”, disse à agência Lusa a delegada de Saúde de Óbidos, Fátima Pais.

A conclusão resulta do Perfil de Saúde do concelho de Óbidos, apresentado hoje pela Unidade de Saúde Local, com base em “dados recolhidos a partir de registos do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da empresa PorData e que ainda terão que ser avaliados”, explicou a mesma responsável.

Os dados apresentados por Teresa Carvalho, médica de Saúde Pública na unidade local, situam Óbidos como o único concelho do Oeste que, nos últimos cinco anos, registou um aumento de população, contando atualmente com cerca de 11.850 habitantes.

“A pirâmide etária tem sofrido também algumas alterações, observando-se um aumento da população com mais de 65 anos, um aumento da esperança média de vida e, consequentemente, um aumento do índice de dependência”, afirmou a médica.

O perfil, a que a agência Lusa teve acesso, situa o índice de dependência no concelho nos 69,19%, sendo que, entre os dependentes, 50,64% são idosos e 18,55% são jovens.

Já no que respeita a respostas às necessidades, o perfil conclui que o concelho de Óbidos “se encontra muito bem posicionado nas várias dimensões, em especial no âmbito da saúde escolar, da saúde mental e da cobertura vacinal”, disse Teresa Carvalho, apontando como pontos a melhorar, “o controle de fatores de risco cardiovascular, que se traduz num maior consumo de recursos e medicamentos para o controle das várias doenças associadas”.

Nesse sentido foram hoje apresentados publicamente vários projetos lançados no âmbito do Mês da Saúde (abril), entre os quais uma iniciativa virada para a promoção da literacia em saúde e que vai incidir, segundo Teresa Carvalho, em “atividades estratificadas dirigidas aos diferentes grupos sociodemográficos”, com o objetivo de capacitar a população de modo a promover a saúde e a diminuir o impacto da doença na qualidade de vida”.

Entre as ações incluídas no projeto contam-se a iniciativa “Venha falar connosco sobre a sua saúde”, desenvolvida em parceria com a Câmara de Óbidos e que levará a todas as freguesias uma unidade móvel cuja equipa falará com a população sobre a gestão ativa da saúde, a importância da nutrição, os riscos da obesidade e a avaliação dos fatores de risco cardiovascular associados.

Em simultâneo será lançada uma plataforma informática, denominada “Mapa da saúde”, em que os utentes podem inserir dados como a idade e as respetivas comorbilidades e recebe informações “sobre os passos a realizar no futuro próximo, informando os exames que será aconselhado fazer”, acrescentou a médica.

Em colaboração com o pelouro de Saúde e Bem-estar serão ainda lançados vários projetos incluídos no programa “Óbidos mais ativo”, entre os quais um concurso de fotografia denominado “A minha saúde em imagens” ou o “Vamos dançar como se ninguém nos visse”, um projeto que pretende pôr a dançar os funcionários e residentes dos lares de idosos de concelho, procurando ativar sentimentos positivos através da dança.

A promoção da saúde passa ainda pela prevenção, no âmbito da qual vai ser implementando um projeto de levantamento e identificação de todos os poços do concelho, visando a implementação de medidas proteção e segurança, quer a nível da estrutura quer do controle da qualidade da água de acordo com o tipo de utilização a que se destina.

O primeiro perfil de saúde de Óbidos foi apresentado em 2017 e deu origem a um plano local de saúde, ainda em vigor, no qual estes projetos se inserem.

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