Diagnosticado com a doença de Crohn - o sistema imunitário ataca o aparelho intestinal - não encontra iodo, gaze, água oxigenada ou álcool para limpar as fístulas que lhe cobrem a barriga.

"O mais difícil é o adesivo, não há em nenhuma farmácia", conta este técnico de informática de 32 anos, presidente da Associação Venezuelana de Doença Inflamatória Intestinal.

A oposição conseguiu aprovar uma "lei especial para atender a crise humanitária de saúde", mas o presidente Nicolás Maduro critica-a por considerá-la parte de uma estratégia para desprestigiar e desestabilizar o Governo.

Pacientes, familiares, médicos e farmacêuticos lidam com a falta de remédios e material médico e cirúrgico, agravada pela queda do preço do petróleo, que fornece 96% das divisas com as quais o país importa estes produtos, alimentos e outros bens.

Analgésicos, antibióticos, anticoncepcionais e medicamentos anti-hipertensores desapareceram das prateleiras, com 80% dos medicamentos essenciais em rutura de stock, de acordo com dados da ONG Codevida.

O Governo anunciou ter distribuído 18,7 milhões de medicamentos e assinado um convénio de importação com Cuba, mas as associações civis afirmam que é insuficiente.

A ministra de Saúde, Luisana Melo, atribui a falta de abastecimento a um excesso de consumo e critica as receitas dos médicos. "Não é necessário prescrever o que a indústria médico-farmacêutica lançou esta manhã ou há dois dias", disse durante um evento.

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