Francisco Mbofana disse, em entrevista ao Notícias, principal diário moçambicano, que o país teve o seu pico no número de óbitos por sida em 2006, quando morreram 76 mil pessoas.

“Começámos com números baixos de mortes, depois subiram. Porém, com a introdução de antirretrovirais, a tendência é de decrescer”, declarou Mbofana.

“Em mais de 20 anos de luta contra a epidemia, Moçambique conseguiu colocar cerca de 1,3 milhões de pessoas em tratamento antirretroviral, dos cerca de 2,2 milhões que se estima que vivam com o HIV no país”, frisou Francisco Mbofana.

Apesar deste ganho, o responsável manifestou preocupação com o facto de ainda se registar uma elevada taxa de abandono de tratamento, cifrando em 30% a proporção de doentes que desistem dos cuidados médicos contra a sida.

O estigma e as dificuldades de deslocação às unidades de saúde são as principais razões da elevada taxa de abandono, explicou o secretário-executivo do CNCS.

Francisco Mbofana avançou que a falta de adesão aos cuidados de saúde é mais crítica entre jovens do sexo masculino com idade entre 20 e 29 anos.

Nessa faixa etária, o nível de desistência chega a atingir 50%, acrescentou.

Para inverter o quadro, as autoridades de saúde introduziram modelos diferenciados de saúde, assentes na redução do tempo de frequência às unidades de saúde por parte dos doentes.

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.