"Dos 31 testes efetuados nas últimas 24 horas, 30 revelaram-se negativos e uma pessoa teve o resultado positivo. Portanto, o número de pessoas com a COVID-19 passa para 29", disse Rosa Marlene, diretora nacional de Saúde Pública, na atualização de dados no Ministério da Saúde em Maputo.

O novo caso, que se encontra em isolamento domiciliar, resulta de uma investigação sobre as ramificações de um caso de infeção pelo novo coronavírus anunciado em 02 de abril, descoberto em Afungi, Cabo Delgado, na área do projeto para a exploração de gás no Norte de Moçambique liderado pela francesa Total.

As autoridades moçambicanas identificaram 66 pessoas que tiveram contacto com o primeiro caso de Afungi, dos quais 64 do meio profissional da pessoa infetada, mas ainda decorrem ações para a identificação dos contactos dos novos casos anunciados nos últimos dois dias.

Apenas trabalhos essenciais estão a ser realizados nas obras do megaprojeto para exploração de gás liderado pela Total no norte do país, após descoberta de novos casos de infeção pelo novo coronavírus no local.

Segundo o Ministério da Saúde, do total de 29 casos registados, dois dos quais já recuperados, 21 são de transmissão local e oito são importados, tendo as autoridades efetuado um total de 793 testes desde o primeiro caso, anunciado em 22 de março, e sem vítimas mortais.

A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou quase 127 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 428 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Os Estados Unidos da América são o país com mais mortos (26.059) e mais casos de infeção confirmados (609.516) e, por regiões, a Europa somava hoje 85.272 mortos (mais de 1 milhão de casos) e África 874 mortos (16.285 casos).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

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