18 de fevereiro de 2013 - 12h28
A Academia Real dos Colégios Médicos está a pedir um aumento de 20 por cento no preço das bebidas açucaradas, menos estabelecimentos de fast food junto a escolas e a proibição da distribuição de comida pouco saudável nos hospitais para contrariar a espiral de obesidade que o país atravessa.
Mais de 220 mil médicos britânicos assinaram um relatório enviado ao governo, responsáveis do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, empresas de comida e Conselheiros de Estado com o intuito de quebrar o ciclo de mortalidade e doenças causadas pelo excesso de peso naquele país.
No relatório (ver aqui), a academia refere que os médicos "são unânimes em olhar para a obesidade como a maior epidemia na saúde pública no Reino Unido. As consequências da obesidade incluem a diabetes, doenças do coração e cancro e as pessoas morrem desnecessariamente de doenças que se podem evitar", lê-se no relatório, cita o Guardian.
A exposição escrita castiga ainda a falta de eficácia das atuais polícias para combater a obesidade e acusa ainda do governo de não prestar a adequada atenção e não utilizar os recursos necessários na resolução do problema.
Um em cada quatro adultos no Reino Unido é obeso e as estatísticas apontam para um aumento da incidência de 60% no caso homens, 50% nas mulheres e 25% nas crianças até 2050. 
O responsável da Academia, Terence Stephenson, admite que o relatório não oferece uma solução para o problema, mas “diz que é preciso que façamos alguma coisa juntos, a partir de agora, antes que o problema piore e que o Serviço Nacional de Saúde não consiga dar resposta”.
Estima-se que a obesidade custa todos os anos 5,1 mil milhões de libras (5,92 mil milhões de euros) ao Estado britânico.
SAPO Saúde

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