A digitalização das interações profissionais foi uma das mudanças para rápidas de 2020. No início do confinamento, 82% dos gestores estavam preocupados que a rápida mudança para o teletrabalho levasse a uma diminuição da produtividade, enquanto 69% dos colaboradores afirmaram que o trabalho à distância afetava negativamente o seu estado emocional. Ao aproximarmo-nos do final do segundo ano da pandemia, é altura para reavaliar as implicações do trabalho à distância para aqueles que trabalham no sector de IT.

Embora o estudo revele que mais de metade dos colaboradores sofreu um aumento do volume de trabalho, 64% dos inquiridos não se sentem mais cansados no final de um dia remoto. De facto, 36% declararam ter mais energia a trabalhar a partir de casa, e 28% afirmaram não notaram uma diferença entre os dois formatos.

No que se refere à estabilidade emocional, o formato remoto foi bem recebido pelos colaboradores: 67% relatam sentir-se mais confortáveis a trabalhar à distância ou não notaram um aumento de ansiedade associado a horas extraordinárias, enquanto 41% dos inquiridos afirmaram sentir-se ainda mais confortáveis a trabalhar a partir de casa.

Em paralelo, a percentagem de trabalhadores que se sentiam desconfortáveis por se distanciarem dos seus colegas era ainda bastante significativa, com 36% dos inquiridos a dizerem que se sentiam mais cansados e 33% a relatarem que sentiam mais ansiedade a trabalhar a partir de casa.

Uma solução que se está a revelar popular entre os colaboradores em geral, é o modelo de trabalho híbrido. Este formato é altamente favorecido entre colaboradores, com quase metade (45%) a mudarem para um formato de trabalho híbrido em meados de 2021.

Outra solução bem-vinda é a implementação de práticas de bem-estar empresarial. A boa notícia é que muitas empresas estão à altura do desafio de procurar formas de ajudar a gerir um potencial esgotamento de um colaborador. De facto, 80% das empresas estão a investir em cursos de formação para melhorar as competências nucleares, tais como gestão e poupança de tempo (31%). As empresas estão também a oferecer vantagens, tais como tempo livre adicional pago ou férias anuais (30%), e a proporcionar consultas e cursos de bem-estar online (29%). No entanto, o estudo desenvolvido pela Kaspersky indica que ainda há muito trabalho a ser feito para mitigar o aumento do volume de trabalho dos colaboradores remotos. Apenas 45% das empresas aplicaram pelo menos uma medida prática, como a automatização das operações de segurança ou a contratação de pessoal adicional para fazer face ao esgotamento dos colaboradores.

"Atualmente, o bem-estar dos colaboradores é o foco de muitas organizações. Infelizmente, não existe uma ‘solução única’ quando se trata de desenvolver um programa de bem-estar, uma vez que o seu sucesso depende das necessidades de todos os colaboradores. Estes programas e formações, podem incluir ajuda psicológica e práticas de atenção, programas de fitness, e serviços de consultoria jurídica e financeira para ajudar os colaboradores a lidar com situações negativas da vida. No entanto, é crucial criar uma cultura que torne confortável para os colaboradores, falar sobre o seu estado emocional ou problemas com os seus gestores ou parceiros comerciais de RH", comenta Marina Alekseeva, Chief Human Resources Officer da Kaspersky.

"Na Kaspersky, estamos orgulhosos de ter construído uma cultura deste tipo. No ano passado, introduzimos estudos para avaliar como os nossos colaboradores se sentem e como os podemos ajudar. Também implementámos vários serviços de bem-estar, fitness e apoio psicológico, e criámos uma plataforma dedicada ao relaxamento digital: o Cyber Spa, que ajuda tanto os nossos colaboradores como o público externo a relaxar e a fazer pausas durante os seus dias mais ocupados", conclui.

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