Em janeiro de 2011, a britânica acordou com fortes dores nos olhos. No hospital, fizeram-lhe uma raspagem da córnea, para obterem células da superfície do globo ocular.

Foi medicada e as dores diminuíram. "Era como olhar através de um espelho da casa de banho embaciado. Via cores e formas, mas nada mais", recorda em entrevista à BBC.

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Uma posterior análise laboratorial detetou “Acanthamoeba Keratitis” nos olhos de Irenie Ekkeshis. Trata-se de uma infeção ocular rara causada por um micro-organismo que pode existir e multiplicar-se na água canalizada, no mar e em piscinas.

100 casos por ano

No Reino Unido, todos os anos, mais de uma centena de pessoas contrai esta infeção, a grande maioria devido à manipulação incorreta de lentes de contacto, escreve a referida estação de radiotelevisão.

Apesar de medicada, os fármacos demoraram vários meses a controlar a infeção. Por causa das dores, Irenie demitiu-se do trabalho e foi submetida a dois transplantes de córnea. No entanto, o problema alastrou-se, atingiu a retina e deixou-a cega do olho direito.

Aos 36 anos, Irenie Ekkeshis iniciou uma campanha de informação sobre a utilização e higienização das lentes de contacto e criou autocolantes que são agora distribuídos por oculistas e optometristas britânicos.

O alerta é simples: não lave ou molhe as lentes de contacto com água. Utilize uma solução apropriada para o efeito, à venda em óticas e farmácias.

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