Um dia antes de morrer, Sara Moreira, de 19 anos, desmaiou outra vez na Escola Secundária de Penafiel, onde frequentava o último ano do curso profissional de auxiliar de educação.

O INEM foi chamado, mas Sara recusou-se a ir ao hospital: já não a levavam a sério no hospital, justificou-se aos professores, escreve o jornal Público. No dia seguinte, morreu em casa.

A autópsia, pedida pelo Ministério Público (MP), veio a revelar que a jovem morreu de um tumor cerebral com 1,670 quilogramas. Foi aberto por aquele organismo um inquérito-crime, que aguarda há mais de ano e meio por um parecer do Conselho Médico-Legal do Instituto Nacional de Medicina Legal, solicitado em dezembro de 2014.

Entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2013, foram contabilizadas 11 visitas à urgência do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel. Os sintomas eram recorrentes: dores de cabeça fortes, desmaios, perdas de equilíbrio, tonturas, vómitos, escreve o Jornal de Notícias. Durante esses três anos, Sara foi medicada com analgésicos e ansiolíticos porque o diagnóstico repetia-se: estado de ansiedade. Alguns médicos chegaram a vê-la várias vezes, sem nunca pedirem exames complementares de diagnóstico, como uma tomografia axial computorizada (TAC) ou uma ressonância magnética, testes que indiciariam o problema.

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A jovem acabou por morrer a 10 de janeiro de 2013, dois dias depois da última passagem pela Urgência do Hospital Padre Américo. A autópsia revelou que tinha um tumor de 1,670 quilogramas alojado na cabeça.

Os pais da jovem alegam que houve negligência médica, exigem justiça e avançaram para tribunal numa ação contra o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), ao qual pertence o Hospital Padre Américo. A família reclama uma indemnização àquela unidade hospitalar.

Quase três anos e meio após a morte de Sara, a história é tornada pública pelo Jornal de Notícias. O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, pediu à Inspeção-Geral das Actividades em Saúde que iniciasse um processo de esclarecimento. Também a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte abriu outro e a administração do próprio hospital instaurou um processo de averiguações interno.

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