O Hospital de Ponta Delgada, nos Açores, registou no ano passado 22 casos de doentes infetados com a mesma bactéria, um número superior ao ano anterior, mas a administração desvaloriza a situação, frisando que “acontece em todos os hospitais”.

“É preciso desmistificar o caso, esta não é uma situação diferente da que ocorre em outros hospitais e não é uma situação de grande gravidade”, afirmou a presidente do conselho de administração do Hospital de Ponta Delgada, Margarida Moura, recordando que esta unidade de saúde tem cerca de 15 mil doentes com alta por ano.

Nesse sentido, considerou que os 22 casos de infeção pela bactéria ‘Acinetobacter Baumanii’ registados no ano passado em diferentes serviços do hospital representam uma “situação normal” nestas unidades de saúde, apresentando o Hospital de Ponta Delgada um valor inferior à média nacional de ocorrência destes casos.

“As infeções associadas aos cuidados de saúde são um problema mundial. Em Portugal atingem cerca de 10% dos doentes internados, mas no Hospital de Ponta Delgada a nossa média é de apenas 9%”, frisou.

Margarida Moura salientou que a bactéria em causa “existe na população saudável e não provoca doença", o que apenas acontece "quando o sistema imunitário está fragilizado”.

Os 22 casos registados no ano passado ocorreram com doentes idosos e com doenças graves, cujo sistema imunitário estava fragilizado, salientou esta responsável.

Entre estes casos, quatro morreram, mas Margarida Moura frisou que estas mortes “não podem ser atribuídas única e exclusivamente à bactéria, porque os doentes tinham outras infeções”.

Atualmente estão no hospital três doentes infetados com esta bactéria, que se encontram “em isolamento com barreira física”.

Segundo Margarida Moura, “a bactéria veio de fora para dentro do hospital, eventualmente através de uma visita ou de um doente transferido de outra unidade”. A responsável apelou, por isso, à necessidade de se dar especial atenção aos cuidados de higiene sempre que se vai a um hospital.

Nesse sentido, todas as pessoas que entram na unidade devem lavar as mãos, sendo ainda feito um apelo aos visitantes para que apenas contactem com o doente que vão visitar, de forma a permitir que seja “quebrada a transmissão da bactéria de uns para os outros”.

Por outro lado, Margarida Moura assegurou que os doentes e as visitas “não têm que ter receio” de se deslocar ao Hospital de Ponta Delgada, frisando que a instituição cumpre todas as normas exigidas.

10 de janeiro de 2012

@Lusa

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