Depois de ter ensaiado o projeto, com dez instituições, durante seis meses, em 2014, o CHUC formalizou hoje protocolos naquele sentido, que envolvem 22 instituições de apoio social da região de Coimbra.

A adoção deste modelo evita a deslocação dos utentes daqueles estabelecimentos ao CHUC, “facilita-lhes a vida” e, sobretudo, permite “gerir a saúde das pessoas no ambiente em que vivem”, sublinhou, hoje, durante a sessão de assinatura dos protocolos, José Martins Nunes, presidente do Conselho de Administração do CHUC.

“O hospital está voltado para fora, não está à espera dos doentes”, e, “em articulação com as instituições”, está “onde deve estar, onde há pessoas que precisam dele”, sustentou Martins Nunes.

“Do ponto de vista humano e do ponto de vista do tratamento da doença” este procedimento é melhor do que os métodos convencionais, disse Martins Nunes, defendendo que o CHUC dá, assim, “um passo muito importante” para uma “nova maneira de estar com os cidadãos” que necessitam de cuidados de saúde.

“Também na saúde mental, devemos privilegiar o atendimento das pessoas no ambiente onde vivem”, defendeu igualmente, durante a mesma sessão, António Reis Marques, diretor do Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria e Saúde Mental do CHUC.

O novo modelo nunca será, no entanto, adotado em prejuízo de avaliações, tratamentos ou internamentos no CHUC, que venham a ser considerados necessários pelos profissionais de psiquiatria e saúde mental integrados na Unidade de Gerontopsiquiatria, assegurou Reis Marques.

O CHUC passa, assim, a responsabilizar-se por “um acompanhamento psiquiátrico integral dos utentes” das instituições de apoio social, o qual será prestado por “uma equipa multidisciplinar constituída por profissionais de psiquiatria e saúde mental integrados na valência de gerontopsiquiatria comunitária”, sintetizou o coordenador da Unidade de Gerontopsiquaitria do CHUC, Joaquim Cerejeira.

Uma percentagem significativa de pessoas idosas que frequentam instituições sociais sofrem de “patologia psiquiátrica complexa”, sobretudo de perturbações cognitivas (essencialmente Alzheimer), referiu Joaquim Cerejeira, sublinhando que se trata de uma população especialmente vulnerável e que requer a prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade.

“Parecendo uma atitude simples”, este projeto representa “um passo de gigante” para as instituições e particularmente para muitos dos seus utentes, afirmou Ana Maria Rocha, do Centro Social Paroquial de Seixo de Mira, defendendo que “são passos como estes que são necessários” para os lares e os seus utentes.

O novo serviço dispõe de duas equipas (integradas também por psicólogos e assistentes sociais, além de médicos e enfermeiros), que se deslocam periodicamente (mensalmente em Coimbra, quinzenalmente fora desta cidade) às 22 instituições envolvidas no projeto, que abrange cerca de uma centena de idosos.

O alargamento do projeto a mais instituições, preconizado pelos CHUC, será feito de acordo com a disponibilidade de meios, disse Reis Marques, considerando que este novo tipo de acompanhamento e prestação de cuidados a idosos não implica mais gastos que os métodos convencionais, representa mesmo uma poupança, designadamente no transporte de doentes, exemplificou.

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