8 de janeiro de 2013 - 09h55

Mais pessoas fumam no mundo hoje em dia do que em 1980, já que existem mais pessoas e tabaco ganhou novos adeptos em países como a China, Índia e Rússia, embora as taxas de tabagismo tenham diminuído nas últimas décadas, alertaram cientistas na terça-feira.

Em todo o mundo, o número de fumadores subiu de 721 milhões em 1980 para 967 milhões em 2012. O número de cigarros fumados anualmente também aumentou 26% nas últimas três décadas.

Segundo um estudo publicado no jornal da Associação Médica Americana (JAMA), o aumento do número de fumadores ocorre apesar do declínio generalizado das taxas de tabagismo nas décadas recentes porque há mais pessoas conscientes dos riscos do tabaco para a saúde.

A China, por exemplo, tinha 100 milhões de fumadores a mais em 2012 do que há três décadas atrás (182 milhões), embora a taxa de tabagismo tenha caído de 30% para 24% da população neste período, lê-se no estudo.

A Índia ganhou 35 milhões novos fumadores - elevando seu total para 110 milhões - mesmo com a queda da taxa de tabagismo de 19% para 13% da população.

A Rússia, onde cerca de um terço da população fuma, ganhou mais um milhão desde 1980.

"Uma vez que sabemos que a metade de todos os fumadores acabará por morrer por causa do cigarro, um número maior de fumadores significará um aumento das mortes prematuras", advertiu o co-autor do estudo, Alan Lopez, da Universidade de Melbourne, citado pela agência France Presse.

O estudo, conduzido pelo Instituto de Métrica e Avaliação para a Saúde da Universidade de Washington, mediu dados de 187 países, e descobriu que a taxa mundial de tabagismo entre os homens era de 41% em 1980, mas desde então caiu para 31%, em média.

Entre as mulheres, a prevalência estimada de consumo diário de tabaco era de 10,6% em 1980 e em 2012 essa percentagem caiu para 6,2%.

Segundo a pesquisa, o declínio mais rápido teve início em meados
dos anos de 1990, mas o tabagismo voltou a aumentar entre os homens
desde 2010.

"Esta desaceleração na tendência global (de redução
do tabagismo) deveu-se, em parte, ao aumento do número de fumadores
desde 2006 em grandes países, incluindo Bangladesh, China, Indonésia e
Rússia", destacou o estudo.

"Os maiores riscos de saúde são mais
propensos em países com alta prevalência e consumo elevado", destaca o
estudo, citando países como China, Grécia, Irlanda, Itália, Japão,
Kuwait, Coreia, Filipinas, Uruguai, Suíça e Rússia.

Em 2012, as
maiores taxas de tabagismo entre homens registaram-se em Timor Leste
(61%) e na Indonésia (57%), seguidos da Arménia (51,5%), Rússia (51%) e
Chipre (48%).

Os principais países com mulheres fumadores foram a Grécia (34,7%) e Bulgária (31,5%).

A Áustria tinha uma taxa de tabagismo de 28,3%, seguida da França (27,7%) e da Bélgica (26,1%).

Uma
proporção maior de mulheres fumava na França em 2012 (28%) do que em
1980 (19%), enquanto a taxa de tabagismo entre os homens foi na direção
oposta, caindo de 42% para 34%.

No total, a França tinha 14 milhões de fumantes em 2012, dois milhões a mais do que em 1980.

O
estudo também mediu quantos cigarros, em média, foram consumidos por
pessoa em 2012, e descobriu que a Mauritânia teve o número maior, com 41
ou dois maços por dia.

Islândia, México e Canadá tiveram os declínios mais significativos (3%), seguidos de Suécia, Noruega e Dinamarca.

SAPO Saúde com AFP

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