Os portugueses revelam uma tendência cada vez maior para procurar ajuda para as dores frequentes que sentem nas costas, existindo um aumento de 9% de pessoas em idade ativa a fazê-lo no Spine Center, uma das maiores unidades privadas de cirurgia da coluna em Portugal.

O problema, que anteriormente era associado a faixas etárias superiores e a maleitas próprias da idade, está hoje relacinado com um estilo de vida predominantemente sedentário e uma postura incorreta na maioria das tarefas do dia a dia. O alerta é feito pela Associação Spine Matters, no Dia Mundial da Coluna.

Entre janeiro e setembro deste ano, quase 2300 portugueses procuraram ajuda especializada no Spine Center. De entre os pacientes, no ano de 2016, verificou-se ainda um aumento até à data de 9% dos casos em idade ativa (entre os 25 e os 55 anos), algo que o ortopedista Luís Teixeira refere como sendo “cada vez mais uma tendência”, salientando os dados preocupantes da Organização Mundial e Saúde (OMS) que reforçam que 7 em cada 10 pessoas terão algum problema na coluna durante a vida.

Segundo Luís Teixeira, os portugueses estão mais conscientes e preocupados, havendo uma maior procura de aconselhamento médico voltado para este problema. “A procura de ajuda especializada e o seu aumento revela uma mudança de mentalidades gradual mas muito positiva, que já não deixa chegar a um ponto de ruptura uma condição que poderia ter sido gerida de outra forma", indica o médico.

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"Toda a atuação da Associação Spine Matters é dirigida para uma política de prevenção que acreditamos ser fundamental para uma população mais saudável, pelo que, quanto mais cedo se alterarem hábitos e, nos casos necessários, visitar um especialista, melhor. Atualmente, as dores nas costas já representam a segunda causa em Portugal de visitas ao médico, e o primeiro motivo de absentismo laboral. Contudo, sabemos e está mais do que comprovado que a maioria dos problemas de coluna são evitáveis”, esclarece o cirurgião ortopédico.

Aumento de dores nas costas na população jovem

Apesar da procura ser crescente, o número de jovens com esta patologia está também a aumentar. De acordo com o presidente da Associação Spine Matters, “há cada vez mais pessoas jovens e adultos com problemas do foro músculo-esquelético, sobretudo devido à má postura no local de trabalho e ao uso frequente de dispositivos móveis. No entanto, o stress, o ritmo de vida acelerado e o ‘multitasking’ também estão na origem de muitos dos casos que chegam à nossa unidade”, refere.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as dores nas costas são responsáveis por 50% dos casos de incapacidade física na população adulta, levando 400 mil portugueses a faltarem ao trabalho por ano, a uma média superior a 33 mil por mês. Esta tendência crescente, que é já a segunda causa de ida ao médico, tem ainda um saldo pesado nas contas públicas.

Em Portugal, só a taxa de absentismo e as reformas antecipadas provocadas pela dor crónica nas costas e articulações representa um despesa indireta de quase 740 milhões de euros anuais, de acordo com uma investigação desenvolvida, em 2012, pela Universidade Católica.

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