15 de fevereiro de 2013 - 16h33
Os casos de doenças inflamatórias crónicas em crianças e adolescentes aumentaram entre 10 e 15 vezes nos países industrializados durante os últimos 50 anos, sobretudo devido a fatores ambientais, segundo um estudo.
A investigação da Federação Europeia de Associações de Crohn e Colite Ulcerosa (duas doenças inflamatórias intestinais) e da Organização Europeia de Crohn e Colite foi apresentada no congresso internacional deste último organismo, que decorreu esta semana em Viena.
As doenças em causa incluem a asma, a diabetes Mellitus Tipo 1, a esclerose múltipla e o grupo de inflamações intestinais crónicas, informou a agência noticiosa espanhola EFE.
Além dos fatores ambientais, o desenvolvimento daquelas doenças é favorecido por dietas desequilibradas, medicamentos como os antibióticos, tabagismo, stress e higiene excessiva.
Segundo o estudo, a inflamação intestinal crónica e a doença de Crohn aumentaram quase 50 por cento nos últimos nove anos entre as crianças dinamarquesas.
A mesma tendência foi observada na Escócia, Irlanda e Espanha, onde o número de crianças com a doença de Crohn triplicou desde 1996.
Calcula-se que entre 2,5 e três milhões de europeus sofrem de inflamação intestinal crónica, o que implica custos diretos de cuidados de saúde entre 4,6 e 5,6 mil milhões de euros anualmente.
Lusa

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