Os deputados manifestaram a sua preocupação com os dados epidemiológicos que mostram lacunas significativas na aceitação da vacinação e taxas de cobertura insuficientes para assegurar uma proteção pública adequada contra as doenças que podem ser evitadas com as vacinas, segundo uma resolução aprovada hoje.

A resistência crescente é preocupante e já teve consequências, como os surtos de sarampo que poderiam ter sido evitados.

Tem cerca de 40 anos? Se não teve sarampo, vacine-se
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Os deputados sublinham que uma maior transparência em matéria de avaliação das vacinas e dos seus adjuvantes, o financiamento de programas de pesquisa independentes e dos potenciais efeitos secundários das vacinas contribuiriam para o restabelecimento da confiança na vacinação.

E avançam que os investigadores devem declarar qualquer conflito de interesses e, no caso de existir um destes conflitos, serem excluídos dos painéis de avaliação.

A confidencialidade das deliberações do painel de avaliação da Agência Europeia dos Medicamentos deve também ser levantada e os dados científicos e clínicos tornados públicos.

Diálogo científico e factual com a sociedade civil

Os deputados propõem ainda a abertura de um diálogo científico e factual com a sociedade civil, de modo a combater as informações não fiáveis, enganosas e não científicas.

Os deputados consideram injustificável que um pacote completo de vacinação para uma criança seja 68 vezes mais caro em 2014 do que em 2001 e apoiam um acordo para a aquisição de vacinas de um a forma coletiva, fazendo valer o poder de compra dos Estados-membros.

Portugal atravessa atualmente um surto de sarampo, o terceiro num ano. Desde a semana passada estão confirmados 53 casos de sarampo, a maioria na região norte do país e muitos deles com ligação laboral ao Hospital Santo António, no Porto.

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