“Precisamos de impulsionar a capacidade [de produção] em todo o mundo e atualmente África importa 99% das suas vacinas. Isto tem de mudar”, afirmou Von der Leyen, em Roma, onde participa na reunião do G20 cujo objetivo é estender a campanha de vacinação contra a covid-19.

Nesse sentido, a responsável anunciou que a UE irá lançar uma iniciativa junto dos seus parceiros africanos para desenvolver a produção de vacinas em África através de centros regionais espalhados pelo continente, num investimento de mil milhões de euros, noticia a agência espanhola Efe.

Na abertura da reunião do G20, junto do primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, Von der Leyen anunciou também que a UE vai doar 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aos países de índices de desenvolvimento mais baixo.

O anfitrião, Draghi, enquanto a Itália detém a presidência rotativa do G20, abriu o fórum destacando "a importância da cooperação internacional" e do multilateralismo para enfrentar a atual e futuras crises sanitárias, salientando que embora a normalidade na Europa pareça estar próxima, a pandemia “não mostra sinais de abrandamento” noutras zonas do mundo.

A nível mundial foram já administradas 1,5 mil milhões de doses de vacinas em mais de 180 países, mas enquanto os países mais ricos tomaram 85% das doses, apenas 0,3% foram administradas em países de rendimentos mais baixos.

Na ótica do primeiro-ministro italiano, isto representa “uma ameaça”, uma vez que “enquanto o vírus continuar a circular livremente pelo mundo, pode sofrer uma mutação perigosa e minar até a campanha de vacinação mais bem-sucedida”.

Nesse sentido, Draghi assinalou que é “fundamental permitir o livre fluxo de matérias-primas e vacinas através das fronteiras” e ajudar os países mais pobres, como muitos em África, a fabricarem os seus próprios medicamentos.

O primeiro-ministro italiano mostrou disponibilidade do seu país em apoiar a iniciativa da Comissão Europeia para o fabrico de vacinas em África.

Esta edição do G20 está a ser realizada virtualmente e coordenada a partir de Roma por Draghi e Von der Leyen, que participam presencialmente.

O evento reúne representantes da área da Saúde das 20 maiores economias do planeta, que respondem por mais de 80% da riqueza mundial e 60% da população, mas também cientistas e representantes da sociedade civil, incluindo o fundador da Microsoft, Bill Gates, ou Hugh Evans, cofundador da Global Citizen.

Estarão ainda presentes os comissários europeus da Saúde, Stella Kyriakides, da Economia, Paolo Gentiloni, da Gestão de Crises, Janez Lenarcic, e das Associações Internacionais, Jutta Urpilainen.

As conclusões ficarão a cargo do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o conteúdo da cimeira estará refletido numa declaração final.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.432.711 mortos no mundo, resultantes de mais de 165 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

De acordo com dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o continente regista mais de 4,72 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia, incluindo mais de 127 mil mortos.

A doença é transmitida por um coronavírus (SARS-CoV-2) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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