Filipe Nyusi fez o aviso, durante uma comunicação à nação sobre a passagem hoje do 46.º aniversário da assinatura dos Acordos de Lusaka, rubricados a 07 de setembro de 1974 pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), atual partido no poder, e pelo Governo português e que estabeleceram as condições para a declaração da independência de Moçambique, a 25 de junho de 1975.

"Vamos observar por mais algum tempo [a conduta das pessoas], se isso prevalecer, vamos recuar [no alívio das medidas]", declarou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi avançou que recebeu com "desagrado" informações de que muitas pessoas estiveram a consumir bebidas alcoólicas de forma desregrada e sem observar o distanciamento social em algumas praias do país, durante o fim-de-semana "longo", que se estendeu até ao feriado do dia dos Acordos de Lusaka.

"Não vamos permitir que as vidas das pessoas sejam postas em causa", vincou Filipe Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano frisou que o fim do estado de emergência e a entrada em vigor, hoje, do estado de calamidade pública não significa a cessação das medidas de segurança sanitária.

"O que pretendemos é combinar o binómio entre a segurança sanitária e a economia. Queremos, mais uma vez, apelar ao rigor na observância das medidas de prevenção", declarou Filipe Nyusi.

O país entrou hoje no estado de calamidade pública, estando previsto um terceiro pacote de medias de alívio das restrições impostas no quadro de estado de emergência que vigorava desde 02 de abril ao abrigo das medidas de prevenção da covid-19.

Moçambique regista 27 mortes por covid-19 e 4.444 casos.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 890 mil mortos e infetou cerca de 27 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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