“No caso do internamento hospitalar de adultos, e mediante avaliação da casuística, poder-se-á considerar um incremento correspondente a 1,5 a 2 vezes,” uma vez que todas as intervenções médicas, de enfermagem e assistentes operacionais são feitas por “profissionais dedicados, envolvendo igualmente profissionais dedicados a supervisão”, refere o documento.

No caso do internamento de pediatria, o documento adianta que, mediante a avaliação da casuística, “pelo maior consumo de recursos humanos, a que acresce a possibilidade de os progenitores estarem ausentes por doença, o rácio deve ser aumentado 1,5 vezes para médicos e três vezes para enfermagem e assistentes operacionais”. 

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Segundo o documento, “as unidades de saúde deverão adequar a sua organização e meios de forma a garantir o envolvimento eficaz e seguro de todos os profissionais de saúde, adaptando procedimentos, independentemente do tipo e local da sua inscrição no Registo Nacional de Utentes”.

Estabelece também a necessidade de estimar o número de profissionais de saúde, por categoria profissional, necessários para cada nível de alerta e resposta, adaptando aos contextos local, regional e nacional, e o seu recrutamento caso necessário.

Determina ainda que sejam estabelecidos “alguns papéis onde voluntários possam ser utilizados, com discussão prévia entre organizações e associações profissionais” e que sejam identificadas organizações que podem providenciar voluntários e definir um protocolo.

O plano sublinha que é possível que pessoas com Covid-19, mas que desconhecem o seu estado, procurem cuidados de saúde em farmácias, centros de saúde e em hospitais.

“Consequentemente, todas as equipas das unidades de saúde do sistema de saúde, incluindo estabelecimentos de saúde do setor social ou privado, devem saber como atuar face a um caso suspeito, com acesso a informação clara, atualizada regularmente”, refere o documento.

Em fase de mitigação, quando se verificar a transmissão comunitária da infeção, os hospitais do SNS terão que admitir e tratar doentes da sua área de referência, com suspeita ou confirmação da doença, fazendo a sua gestão de acordo com critérios de gravidade.

O documento define como “pontos críticos” a limitação de meios e recursos para a implementação e generalização das medidas de proteção individual e para garantir o isolamento dos casos e aponta a “fadiga de intervenção, nas medidas de proteção individual” e a “menor aceitabilidade do isolamento de contactos”, sublinhando que “o elevado número de pessoas que será necessário colocar em isolamento por um longo período reduzirá ainda a mais a sua aceitabilidade e exequibilidade numa fase tardia da epidemia, com elevado potencial de disrupção social”.

Adverte ainda para o impacto financeiro das medidas nos agregados familiares e para o impacto económico e social da aplicação de medidas de saúde pública em contexto laboral.

O Plano de Contingência visa preparar a resposta e minimizar o impacto a uma potencial epidemia pelo vírus SARS-CoV-2 em Portugal, tendo como referencial as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Acompanhe aqui, ao minuto, todas as informações sobre o novo coronavírus em Portugal e no mundo.

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