“Um dos maiores desafios que enfrentamos é o facto de demasiados países afetados não estarem a partilhar os seus dados com a OMS”, sublinhou o diretor etíope durante o encontro semanal com missões diplomáticas em Genebra sobre a atual situação relativamente ao coronavírus.

Tedros Ghebreyesus, que não citou nenhum país em concreto, afirmou que a OMS está em contacto com vários ministérios da saúde para resolver a situação e “apela a todos os países para partilharem informação imediatamente” com o organismo. 

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

“Não podemos fornecer recomendações sanitárias adequadas sem dados detalhados” ou listas de dados completos dos pacientes afetados, acrescentou durante a sua intervenção.

O responsável máximo da OMS frisou que o aumento de casos fora da China, com incrementos repentinos “profundamente preocupantes” em Itália, no Irão e na Coreia do Sul, motivou que meios de comunicação e políticos estejam a pressionar para declarar o Covid-19 uma pandemia. “Algo que não deveríamos ter tanta vontade de fazer”, disse.

“Usar o termo pandemia não tem resultados tangíveis e em troca corre-se o risco de aumentar o medo e a estigmatização ou de criar paralisia no sistema”, assegurou.

Para o responsável da OMS, a atual epidemia é “uma luta” em que é possível ganhar se for feito o correto.

Apesar de a OMS já ter esclarecido que não haverá uma declaração oficial de pandemia, desde 30 de janeiro entrou em vigor uma emergência internacional devido ao coronavírus.

“Não deveríamos usar essa palavra sem (no futuro) ser uma descrição adequada da situação”, disse.

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus confirmados até agora

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

Tedros Ghebreyesus referiu, porém, que “todos os países, com casos confirmados ou sem eles”, devem preparar-se para “uma potencial pandemia”, adequando os seus sistemas de saúde para detetarem rapidamente casos, isolarem pacientes e tomarem medidas para evitar surtos em centros de saúde e entre a população, em geral.

O vírus parece ter alcançado a sua maior fase de transmissão na China, onde o número de casos e mortes está em progressiva descida, mas isto não deve ser motivo de relaxamento. Deve, antes, manter-se a “vigilância contínua”, reiterou o diretor geral.

Tedros recordou, neste sentido, que na terça-feira o número de novos contágios diários fora da China superou pela primeira vez os diagnosticados no país.

A gripe sazonal, por seu lado, causa 60.000 mortes por ano na Europa e os cidadãos europeus não devem opor-se à vacina, sublinhou hoje, em Roma, um responsável da OMS para a Europa.

Como se transmite um coronavírus?

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