Portugal regista esta sexta-feira mais 40.090 casos de COVID-19 e 34 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 19.237 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.814.567 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 27.424 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.495.733 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 39,7% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.104 (+13), seguida do Norte com 5.846 óbitos (+12), Centro (3.396, +4) e Alentejo (1.098, +1). Pelo menos 603 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 135 mortes (+3) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 55 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos sem alterações

Em todo o território nacional, há 1.699 doentes internados, sem alterações face ao valor de ontem, e 162 em unidades de cuidados intensivos (UCI), igual ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 299.597 casos ativos da infeção em Portugal — mais 12.632 do que ontem — e 251.832 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 7.600 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 718.425 (+14.513), seguida da região Norte (662.718 +15.914), da região Centro (243.383 +4.589), do Algarve (70.926, +1.224) e do Alentejo (60.866 +1.207). Nos Açores existem 16.760 casos contabilizados (+450) e na Madeira 41.489 (+2.193).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 3.813,6 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - mais do que os 3.615,9 casos de quarta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,19, inferior aos 1,23 desse dia. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,19. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 12.454 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.182), entre 60 e 69 anos (1.769) entre 50 e 59 anos (565), 40 e 49 anos (196) e entre 30 e 39 anos (50). Há ainda 15 mortes registadas (=) entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 10.123 são do sexo masculino e 9.114 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 307.815 infeções (+6.491), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 307.263 (+7.620), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 280.439 (+6.656). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 250.679 reportadas (+5.523). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 200.607 (+5.207), entre os 60 e os 69 anos soma 157.819 (+2.736) e a dos 0-9 anos tem 125.246 infeções reportadas (+3.547) desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 80 ou mais anos, que totaliza 92.164 infeções (+878) e dos 70 aos 79 anos, com 92.532 casos (+1.429).

Desde o início da pandemia, houve 851.995 homens infetados e 960.615 mulheres, sendo que se desconhece o género de 1.957 pessoas.

Vídeo - O que é que as vacinas têm feito por nós?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Problemas com certificados de dose de reforço em Portugal já foram resolvidos

A Comissão Europeia disse hoje ter sido notificada de que os problemas em Portugal na emissão de certificados COVID-19 da União Europeia (UE) com a informação da dose de reforço da vacina estão já resolvidos, não existindo constrangimentos. “Entretanto, recebemos a informação de que os problemas com a emissão de certificados contendo informação sobre a administração da dose impulsionadora foram resolvidos com sucesso em Portugal e que já não existem problemas no país”, informa fonte oficial do executivo comunitário em resposta escrita enviada à agência Lusa.

O esclarecimento surge um dia depois de a Comissão Europeia ter admitido este tipo de problemas, explicando que os técnicos da instituição estavam em contacto com as autoridades portuguesas relativamente ao certificado que atesta administração da dose de reforço após uma série primária de vacinação anticovid-19 (de duas doses), como estipulado pelas regras europeias desde final de dezembro passado.

“É verdade que parece haver problemas em Portugal quando se trata da emissão de certificados na sequência da administração de uma dose de reforço. Os nossos peritos estão em contacto com as autoridades portuguesas”, disse a fonte oficial na quinta-feira.

Em resposta escrita enviada hoje à Lusa, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde garantem não ter “registo de constrangimentos técnicos associados à emissão de Certificados Digitais Covid da UE com a informação referente à dose de reforço da vacina”.

Em causa está o certificado digital da UE, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, que entrou em vigor na União no início de julho do ano passado.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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