“São testes fiáveis, mas é importante que se perceba que não têm nada a ver com os testes que vulgarmente se designam por testes rápidos”, explicou António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária de atualização dos dados da pandemia de covid-19.

Segundo o governante, os testes da GeneXpert utilizam a tecnologia PCR e o mesmo tipo de colheita dos testes que estão a ser utilizados, mas “são mais rápidos” porque permitem resultados em cerca de 45 minutos a uma hora e a previsão é que cheguem esta semana, sendo depois distribuídos de acordo com o critério da farmacêutica que detém estes testes que terá em linha de conta as necessidades, nomeadamente de hospitais onde não haja outras alternativas.

Para António Lacerda Sales, estes testes devem ser efetuados em situações de emergência ou, por exemplo, em situações de pré-cirurgia, de grávidas ou “noutras situações hospitalares que tenham a ver com situações de maior urgência até porque são em número relativamente limitado para já”.

Questionado sobre as denuncias de vários autarcas da região Norte de haver poucos ‘kits’ de teste e de a Administração Regional de Saúde do Norte não os estar a distribuir em determinadas zonas, o governante disse acreditar que as administrações regionais fazem essa distribuição com a “maior equidade possível”.

“É natural que haja sempre necessidade de alguns ajustes, de haver alguns afinamentos com autarquias e que, dada a dimensão da própria região, isso aconteça, mas todos os dias estamos a aprender, todos os dias estamos a melhorar e todos os dias estamos a afinar os nossos processos de articulação”, declarou.

Mas, salientou, “a realidade” é que as autoridades de saúde estão a “testar cada vez mais” e, neste momento, Portugal é dos países que “mais testa a nível europeu e isso é uma mensagem de reforço e um bom indicador” para o país.

Sobre as críticas do presidente da autarquia de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, que acusou as autoridades locais de inércia após a deteção de seis casos positivos num lar no passado dia 09, onde agora foram detetados por iniciativa da Câmara 51 casos positivos, a diretora-geral da Saúde afirmou que a situação dos lares está a ser acompanhada.

Há um despacho ministerial conjunto, uma série de orientações e uma série de normativos que têm sido divulgados ao longo do tempo, disse Graça Freitas, adiantando que “as questões relacionadas com os lares” estão a ser acompanhadas de perto por si e pela ministra da Saúde.

“Os lares albergam de facto uma população vulnerável que tem acrescida à sua vulnerabilidade a concentração num espaço relativamente pequeno, confinado, e, portanto, temos muita atenção aos lares”, salientou.

Graça Freitas disse ainda que a região Norte tem “um plano muito bem elaborado” com os seus parceiros, nomeadamente as autarquias, que são “um ponto importantíssimo”, a Proteção Civil e a Segurança Social, para tentar encontrar para cada lar “as melhores metodologias” de fazer os testes e isolar as pessoas quando é necessário.

“Isto aplica-se aos profissionais e aplica-se aos residentes e este é o plano que existe na região Norte, que tem estado a ser aplicado na grande maioria das situações”, disse, acrescentando que sobre Gaia não tem todos os pormenores, mas o plano existe e “tem havido uma excelente articulação entre as variadíssimas autoridades”.

Portugal regista 735 mortos associados à covid-19, mais 21 do que no domingo, em 20.863 casos confirmados de infeção, mais 657, segundo o boletim diário da DGS sobre a pandemia.

Das pessoas infetadas, 1.208 estão hospitalizadas, das quais 215 em unidades de cuidados intensivos, e mantém-se as 610 dadas como curadas.

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