Portugal regista esta quarta-feira mais 828 casos de COVID-19 e nove óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.065 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.077.186 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 622 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.029.087 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 37,4% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.699 (+2), seguida do Norte com 5.579 óbitos (+1), Centro (3.160, +1) e Alentejo (1.038, +2). Pelo menos 473 (+2) mortos foram registados no Algarve. Há 44 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 72 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 335 doentes internados, menos 10 do que ontem, e 54 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos dois do que o dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 30.034 casos ativos da infeção em Portugal — mais 197 do que ontem — e 21.685 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 831 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 416.135 (+310), seguida da região Norte (412.700 +236), da região Centro (144.137, +167), do Alentejo (39.563, +50) e do Algarve (43.194, +60). Nos Açores existem 9.050 casos contabilizados (+10) e na Madeira 12.407 (+4).

O relatório de hoje reflete uma redução do número total de casos na Madeira, por força da necessidade da transferência de nove casos para as respetivas regiões de ocorrência, tendo sido notificados quatro novos casos na Madeira no dia em análise.

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 83,2 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes – superior 82,9 casos de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,97, mais do que os 0,95 de há dois dias, números que mantêm o país na zona verde da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,98. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.783 (+4) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.867, +3), entre 60 e 69 anos (1.646, +1) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (181, +1) e entre 30 e 39 anos (47, = ). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.476 são do sexo masculino e 8.586 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 175.275 (+160) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 172.867 (+120), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 158.787 (+101). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 147.039 (+101) infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 115.706 (+99), entre os 60 e os 69 anos soma 99.789 (+72) e a com 80 ou mais anos totaliza 76.568 (+52) casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 67.053 (+78) infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 497.837 homens infetados e 578.607 mulheres, sendo que se desconhece o género de 742 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.861.478 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais. Mais de 238.592.820 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Na terça-feira, foram registadas 8.218 mortes e 451.476 novos casos em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de mortes nos seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 2.395 novas mortes, Rússia (984) e México (546).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 716.479 mortes para 44.570.588 casos, segundo o levantamento mais recente realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 601.398 mortes e 21.590.097 casos, a Índia com 451.189 mortes (34.001.743 casos), o México com 282.773 mortes (3.732.429 casos) e a Rússia com 219.329 mortos (7.861.681 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 606 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (336), Macedónia do Norte (329), Montenegro (318), Bulgária (314) e Hungria (314).

A América Latina e Caraíbas totalizaram hoje 1.503.874 mortes para 45.379.844 casos, a Europa 1.340.860 mortes (69.941.710 casos), a Ásia 852.737 mortes (54.831.340 casos), os Estados Unidos e Canadá 744.705 mortes (46.232.306 casos), a África 213.721 mortes (8.377.554 casos), o Médio Oriente 203.187 mortes (13.619.404 casos) e a Oceania 2.394 mortes (210.662 casos).

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