Portugal regista esta sexta-feira mais 1.604 casos de COVID-19 — o maior número desde fevereiro — e dois óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.081 pessoas com a doença em Portugal e foram identificados 871.483 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 857 casos de recuperação. Ao todo há 823.960 doentes recuperados da doença em território nacional desde março de 2020.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 1.049 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 65,4% do total de diagnósticos.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.253 (+2), seguida do Norte com 5.362 óbitos (=), Centro (3.027, =) e Alentejo (972, =). Pelo menos 365 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 33 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 69 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 431 doentes internados, mais quatro do que ontem, e 108 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais dois do que na quinta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 30.442 casos ativos da infeção em Portugal — mais 745 que ontem — e 47.357 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 2.687 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 344.403 (+239), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (335.231, +1.049), da região Centro (121.453, +120), do Alentejo (30.817, +31) e do Algarve (23.641, +159).

Nos Açores existem 6.064 casos contabilizados (+1) e na Madeira 9.874 (+5).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 137,5 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 128,6 casos de há dois dias - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,14 - inferior aos 1,17 de quarta-feira.

No território continental, o R(t) está em 1,15.  A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.213 (+2) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.645, =), entre 60 e 69 anos (1.538, =), entre 50 e 59 anos (470, +1), 40 e 49 anos (155, =) e entre 30 e 39 anos (43, =). Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.966 são do sexo masculino e 8.115 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 144.883 casos (+263), seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 128.440 casos (+186), e da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 126.512 infeções (+329). Logo depois surge a faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 126.072 (+268).

Desde o início da pandemia, houve 396.849 homens infetados e 474.205 mulheres, sendo que se desconhece o género de 429 pessoas.

Vídeo - Como ocorrem as mutações de um vírus e porquê?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Último balanço mundial da AFP

A pandemia de COVID-19 já fez pelo menos 3.903.064 mortos em todo o mundo desde que a doença foi detetada na China, em dezembro de 2019, segundo o balanço da AFP realizado com base em dados oficiais.  De acordo com a análise, desde o início da crise sanitária foram oficialmente diagnosticados mais de 179.931.620 casos de infeção.

Face à mortalidade direta e indireta ligada ao COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o balanço da pandemia pode ser duas ou três vezes mais elevado do que aquele que é oficialmente divulgado.

Na quinta-feira, foi contabilizada a morte de mais 8.601 pessoas infetadas com o coronavírus SARS CoV-2, que causa a doença da covid-19, tendo-se registado 403.975 novos casos nas últimas 24 horas, em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes nos últimos balanços foram o Brasil, com mais 2.032 óbitos, a Índia (1.329) e a Colômbia (689).

Os Estados Unidos é o país mais afetado tanto em número de mortos como de infeções: 603.178 óbitos e 33.590.549 contágios desde o início da pandemia, segundo a contagem da universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais tocados pela pandemia são o Brasil, com 509.141 mortos e 18.243.483 casos, a Índia, com 393.310 mortos (30.134.445 casos), o México, com 232.068 mortos (2.493.087 casos) e o Peru, com 191.286 (2.040.168 casos).

Entre os países mais duramente afetados, o Peru é o que lamenta o maior número de mortos, tendo em conta a população, com 580 mortos por cada 100 mil habitantes, seguido da Hungria (310), Bósnia (294), República Checa (283) e Macedónia do Norte (263).

A América Latina e as Caraíbas totalizaram 1.255.002 mortes e 36.698.515 casos, a Europa 1.162.741 mortes (54.159.408 casos), os Estados Unidos e Canadá 629.370 mortes (35.002.183 casos), a Ásia 566.428 mortes (39.542.247 casos), o Médio Oriente 148.827 mortes (9.159.690 casos), a África 139.574 mortes (5.316.839 casos) e a Oceânia 1.122 mortes (52.744 casos).

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