Portugal regista esta segunda-feira mais 313 casos de COVID-19 e cinco óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.138 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.085.451 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 284 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.035.977 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 37,7% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.718 (+2), seguida do Norte com 5.595 óbitos (=), Centro (3.177, +1) e Alentejo (1.051, =). Pelo menos 479 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 45 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 73 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 290 doentes internados, mais 21 do que ontem, e 59 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais sete do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 31.336 casos ativos da infeção em Portugal — mais 24 do que ontem — e 21.124 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 321 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 419.192 (+118), seguida da região Norte (414.910 +90), da região Centro (145.821, +46), do Alentejo (40.011, +4) e do Algarve (43.684, +24). Nos Açores existem 9.258 casos contabilizados (+11) e na Madeira 12.575 (+20).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 92,4 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes – superior aos 86,1 casos de sexta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,06, superior aos 1,02 registados há três dias. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,06. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11 834 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.884), entre 60 e 69 anos (1.650) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (182, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.513 são do sexo masculino e 8.625 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 176.761 infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 174.031, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 159.973. Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 147.982 infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 116.526, entre os 60 e os 69 anos soma 100.542 e a com 80 ou mais anos totaliza 77.095 casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 67.928 infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 502.036 homens infetados e 582.668 mulheres, sendo que se desconhece o género de 747 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.945.746 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais. No total, 243.563.950 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 4.901 mortes e 316.448 novos casos de covid-19 em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de mortes nos seus levantamentos mais recentes são a Rússia com 1.069 novas mortes, Índia (443) e Roménia (389).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 735.941 mortes para 45.444.413 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 605.644 mortes e 21.729.763 casos, a Índia com 454.712 mortes (34.189.774 casos), o México com 286.346 mortes (3.783.327 casos) e a Rússia com 231.669 mortos (8.279.573 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 607 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (345), Macedónia do Norte (338), Bulgária (331), Montenegro (329) e Hungria (316).

A América Latina e Caraíbas totalizaram até hoje 1.515.097 mortes por 45.736.204 casos, a Europa 1.376.048 mortes (72.640.823 casos), a Ásia 863.601 mortes (55.503.136 casos), os Estados Unidos e Canadá 764.688 mortes (47.141.870 casos), a África 216.937 mortes (8.469.559 casos), o Médio Oriente 206.708 mortes (13.829.789 casos) e a Oceania 2.667 mortes (242.573 casos).

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