Desde o início da pandemia, Portugal registou 16.988 mortes associadas à COVID-19 e 838.475 casos de infeção. Em relação a quarta-feira, contabilizam-se mais 373 infetados e cinco óbitos.

Hoje registaram-se também 538 casos de recuperação. Ao todo há já 798.952 doentes recuperados da doença em território nacional.

A região Norte, com 181 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 48,5% do total de diagnósticos.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.200 (+3), seguida do Norte com 5.343 óbitos (+2), Centro (3.016, =) e Alentejo (971, =). Pelo menos 359 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 31 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 68 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 283 doentes internados, menos 14 do que ontem, e 77 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos seis do que na quarta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 22.535 casos ativos da infeção em Portugal — menos 170 que ontem — e 22.010 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 713 que no dia anterior.

Boletim 6 de maio
créditos: DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 336.960 (+181), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (316.888 +106), da região Centro (118.903, +32), do Alentejo (29.823, +10) e do Algarve (21.742, +12).

Nos Açores existem 4.844 casos (+16) e na Madeira 9.315 casos (+16).

O que nos diz a matriz de risco?

Matriz de risco 5 de maio
créditos: DGS

Portugal apresenta uma incidência de 61,3 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes – uma descida face aos 64,4 de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,95 (ligeiramente inferior ao valor de há três dias - 0,96). No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,95.

Estes números mantêm-se iguais a ontem uma vez que a DGS apenas atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.175 (+2) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.619, +2), entre 60 e 69 anos (1.522, +1), entre 50 e 59 anos (462, =), 40 e 49 anos (153, =) e entre 30 e 39 anos (41, =).

Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.923 são do sexo masculino e 8.065 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 139.255 casos (+73), seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 124.239 casos (+50), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 120.527 (+41). Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 119.864 infeções (+77).

Desde o início da pandemia, houve 380.531 homens infetados e 457.622 mulheres, sendo que se desconhece o género de 322 pessoas.

Último balanço mundial da AFP

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A pandemia do novo coronavírus matou, até hoje, pelo menos 3.244.598 pessoas no mundo, desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais.

Mais de 155.126.230 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os números são baseados em relatórios diários das autoridades de saúde de cada país até às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) e excluem as revisões posteriores de agências estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.

Na quarta-feira, 14.323 novas mortes e 828.214 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de novas mortes nos seus relatórios mais recentes são a Índia, com 3.980 novas mortes, Brasil (2.811) e Estados Unidos (846).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 579.280 mortes para 32.558.066 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 414.399 óbitos e 14.930.183 casos, a Índia com 230.168 mortes (21.077.410 casos), o México com 218.007 óbitos (2.355.985 casos) e o Reino Unido com 127.570 mortes (4.425.940 casos).

Entre os países mais atingidos, a Hungria é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 292 mortes por 100.000 habitantes, seguida da República Checa (276), Bósnia-Herzegovina (266), Montenegro (241) e Macedónia do Norte (241).

A Europa totalizava hoje, às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa), 1.083.101 mortes para 51.095.508 casos, a América Latina e Caribe 939.605 óbitos (29.409.759 casos), os Estados Unidos e Canadá 603.727 mortes (33.812.160 casos), a Ásia 360.683 óbitos (28.191.535 casos) e o Médio Oriente 133.195 mortes (7.974.638 casos).

A África registou 123.228 mortes (4.599.070 casos) e a Oceania 1.059 óbitos (43.569 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou substancialmente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, entretanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde.

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