Portugal contabilizou até este sábado 2.297 mortes associadas à COVID-19 e 116.109 casos de infeção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

Em relação a ontem, registaram-se mais 21 óbitos, 3.669 infetados (um novo máximo desde o início da pandemia) e 1.962 recuperados. Ao todo há 67.842 casos de recuperação assinalados em território nacional.

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Segundo o documento da DGS, mais de metade dos novos casos (60,3%) foram detetados na região Norte de Portugal.

relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 1.012 óbitos (+11 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (919 +6), Centro (291 +1) e Alentejo (35 +2). Pelo menos 25 (+1) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há registo de óbitos associados à doença.

Em todo o território nacional, há 1.455 doentes internados, mais 37 que ontem, e 221 em unidades de cuidados intensivos, mais 23 do que na sexta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 45.970 casos ativos da infeção em Portugal – mais 1.686 que ontem - e 57.024 pessoas em vigilância pelas autoridades – menos 431.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções acumuladas, com 52.340 (+1.027), seguida da região Norte (48.603 +2.212), da região Centro (9.661 +273), do Algarve (2.427 +54) e do Alentejo (2.368 +96). Nos Açores, existem 338 casos confirmados (+4) e na Madeira 372 (+3).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.540 (+13) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (449 +1), entre 60 e 69 anos (205 +4), entre 50 e 59 anos (70 +3) e 40 e 49 anos (25).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 1.168 (+14) são do sexo masculino e 1.129 (+7) do feminino.

A faixa etária entre os 20 e os 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 19.551 (+645), seguida da faixa etária entre os 40 e os 49 anos, com 19.126 (+640) e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 18.766 (+559).

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 52.857 (+1.732) homens infetados e 63.252 (+1.937) mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 180 casos.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia da COVID-19 já causou pelo menos 1.145.847 mortos no mundo desde que o novo coronavírus foi descoberto em dezembro na China, indica um balanço da agência France-Presse. Mais de 42.262.290 infeções foram diagnosticadas no mesmo período, das quais 28.754.900 foram consideradas curadas.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 6.366 mortes e 482.954 casos em todo o mundo, segundo a AFP. Os países que registaram mais mortes no último dia foram os Estados Unidos com 880 mortos, a Índia com 650 e o Brasil com 571.

Os Estados Unidos são o país mais afetado, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 223.998 mortos entre 8.494.044 casos, segundo o balanço da universidade Johns Hopkins. Pelo menos 3.375.427 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos são o Brasil com 156.471 mortos em 5.353.656 casos, a Índia com 117.956 mortos (7.814.682 casos), o México com 88.312 mortes (880.775 infetados) e o Reino Unido com 44.571 mortes (830.998 casos).

Entre os países mais afetados, o Peru é o que conta com mais mortos em relação à sua população, 103 por cada 100.000 habitantes, seguido da Bélgica (92), Espanha (74) e Bolívia (74).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 85.775 casos (28 nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortos (0 no último dia), e 80.876 curas.

A América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje às 11:00 TMG 389.304 mortos em 10.830.540 casos, a Europa 260.198 mortes (8.499.613 infetados), os Estados Unidos e o Canadá 233.882 mortos (8.705.087 casos), a Ásia 164.802 mortos (10.088.549 infetados), o Médio Oriente 55.719 mortes (2.405.639 casos), África 40.930 mortos (1.698.937 casos) e a Oceânia 1.012 mortos (33.934 infetados).

O número de casos diagnosticados só reflete, contudo, uma fração do número real de infeções. Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de limitadas capacidades de despistagem.

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial de Saúde.

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