Desde o início da pandemia, Portugal registou 9.686 mortes associadas à COVID-19 e 595.149 casos de infeção. Em relação a quarta-feira, contabilizam-se mais 221 óbitos, um novo máximo, o equivalente a nove mortes por hora, e 13.544 infetados.

Hoje registaram-se também mais 5.873 doentes recuperados. Ao todo há já 434.237 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional.

Um treino para fazer em casa (em tempos de isolamento)
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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.401 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 39,9% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 3.919 óbitos (+53 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (3.515 +85), Centro (1.598 +59) e Alentejo (463 +16). Pelo menos 140 (+8) mortes foram registadas no Algarve. Há 22 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 29 óbitos (=) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 5.630 doentes internados - um novo recorde de casos -, mais 137 que ontem, e 702 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 21 do que na quarta-feira, um novo máximo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 151.226 casos ativos da infeção em Portugal – mais 7.450 que ontem - e 192.900 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 8.866.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 270.894 (+4.510), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (202.712 +5.401), da região Centro (81.492 +2.539), do Alentejo (20.230 +638) e do Algarve (13.711 +355). Nos Açores existem 3.116 (+23) casos confirmados e na Madeira existem 2.994 (+78).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 6.525 (+145) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.975 +47), entre 60 e 69 anos (809 +19), entre 50 e 59 anos (256 +8), 40 e 49 anos (86 +1) e entre 30 e 39 anos (24 +1).

Há ainda oito mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 5.033 são do sexo masculino e 4.653 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 98.794 (+2.393) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 88.833 (+1.669), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 87.575  (+1.854).

Desde o início da pandemia, houve 268.074 homens infetados e 326.887 mulheres, sendo que se desconhece o género de 188.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2.075.698 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP. Mais de 96.825.840 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os números são baseados em levantamentos diários das autoridades de saúde de cada país e excluem as revisões posteriores de institutos de estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.

Na quarta-feira, foram registados 17.502 novos óbitos e 674.124 novos casos em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus levantamentos mais recentes são os Estados Unidos com 4.261 novas mortes, o Reino Unido (1.820) e o México (1.539).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 406.162 mortes para 24.438.935 casos, segundo o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 212.831 mortes e 8.638.249 casos, a Índia com 152.869 mortes (10.610.883 casos), o México com 144.371 mortes (1.688.944 casos) e o Reino Unido com 93.290 mortos (3.505.754 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 178 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Eslovénia (157), da República Checa (140), Itália (138) e Bósnia (138).

A Europa totalizou hoje, às 11:00, 680.452 mortes em 31.318.790 casos, a América Latina e Caraibas 560.184 óbitos (17.709.669 casos), os Estados Unidos e Canadá 424.583 mortes (25.162.846 casos), a Ásia 233.109 óbitos (14.771.309 casos), o Médio Oriente 94.664 mortes (4.491.990 casos), a África 81.761 óbitos (3.339.669 casos) e a Oceania 945 mortes (31.576 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou drasticamente e as técnicas de rastreamento e despistagem melhoraram, levando a um aumento no número dos contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, entretanto, reflete apenas uma fração do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos ainda não detetados.

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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