Desde o início da pandemia, Portugal registou 9.465 mortes associadas à COVID-19 e 581.605 casos de infeção. Em relação a terça-feira, contabilizam-se mais 219 óbitos, um novo máximo, o equivalente a nove mortes por hora, e 14.647 infetados, um novo recorde diário. O SAPO já tinha noticiado esta manhã que Portugal ultrapassaria esta quarta-feira os 14.500 novos casos de infeção.

Hoje registaram-se também mais 6.493 doentes recuperados. Ao todo há já 428.364 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional. 

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 5.593 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 38,2% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas.

relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 3.866 óbitos (+55 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (3.430 +98), Centro (1.539 +44) e Alentejo (447 +16). Pelo menos 132 (+5) mortes foram registadas no Algarve. Há 22 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 29 óbitos (+1) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 5.493 doentes internados - um novo recorde de casos -, mais 202 que ontem, e 681 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 11 do que na terça-feira, um novo máximo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 143.776 casos ativos da infeção em Portugal – mais 7.935 que ontem - e 184.034 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 9.679.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 266.384 (+5.097), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (197.311 +5.593), da região Centro (78.953 +2.780), do Alentejo (19.592 +603) e do Algarve (13.356 +459). Nos Açores existem 3.093 (+43) casos confirmados e na Madeira existem 2.916 (+72).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 6.380 (+147) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.928 +45), entre 60 e 69 anos (790 +17), entre 50 e 59 anos (248 +5), 40 e 49 anos (85 +3) e entre 30 e 39 anos (23 +1).

Há ainda oito mortes (+1) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 4.924 são do sexo masculino e 4.541 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 96.401 (+2.553) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 87.164 (+ 1.810), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 85.721 (+ 2.131).

Desde o início da pandemia, houve 261.862 homens infetados e 319.560 mulheres, sendo que se desconhece o género de 183.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia do novo coronavírus causou pelo menos 2.058.226 mortes no mundo entre os 96.144.670 infetados desde que o SARS-CoV-2 foi identificado na China em dezembro de 2019. Nas últimas 24 horas registaram-se 16.132 mortos e 635.378 casos de COVID-19 em todo o mundo, segundo a agência France-Presse.

Os números baseiam-se nos balanços comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país e excluem as revisões realizadas a posteriori pelos organismos estatísticos, como acontece na Rússia, em Espanha ou no Reino Unido.

Os países que registaram mais mortes nos seus últimos balanços foram os Estados Unidos, com 2.482, o Reino Unido (1.610) e o México (1.584). Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de mortes como em casos, com 410.777 mortes em 24.254.284 casos registados, de acordo com a contagem da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 211.491 mortes e 8.573864 casos, a Índia (com 152.718 mortos e 10.595.660 casos), o México (142.832 mortos e 1.668.396 infetados) e o Reino Unido (91.470 mortes em 3.466849 casos).

Entre os países mais afetados, a Bélgica é a que tem o maior número de mortes relativamente à sua população, com 177 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida pela Eslovénia (155), Gibraltar (140), República Checa (138) e Itália (138).

A Europa totalizava, às 11:00 de hoje, com 673.461 mortes em 31.075.580 casos, a América Latina e Caraíbas com 556.362 mortes (17.570.526 casos), os Estados Unidos e Canadá com 420.008 mortos (24.972.772 infetados), a Ásia com 232.321 mortes (14.727.049 casos), o Médio Oriente com 94.297 mortos (4.457.288 infetados), a África com 80.832 mortes (3.309.904 casos) e a Oceânia com 945 mortes (31.560 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou e as técnicas de despistagem e de rastreamento de contactos melhoraram, levando a um aumento das contaminações registadas.

Ainda assim, o número de casos diagnosticados continua a refletir uma fração do total real de contaminações, pois uma parte importante dos casos menos graves ou assintomáticos permanece não detetada.

O balanço foi feito a partir de dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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