Portugal regista esta quinta-feira mais 3.150 casos de COVID-19 e 15 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.385 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.133.241 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 1.642 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.065.331 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 34,8% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.808 (+6), seguida do Norte com 5.637 óbitos (+4), Centro (3.243, +3) e Alentejo (1.059, =). Pelo menos 501 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 89 mortes (+1) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 48 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 691 doentes internados, mais 10 do que ontem, e 103 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos dois do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 49.525 casos ativos da infeção em Portugal — mais 1.493 do que ontem — e 52.763 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 3.109 do que no dia anterior.

Boletim epidemiológico da DGS
Boletim epidemiológico da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 435.855 (+1.096), seguida da região Norte (427.463 +849), da região Centro (156.470, +696), do Algarve (47.393, +199) e do Alentejo (41.937, +173). Nos Açores existem 9.992 casos contabilizados (+11) e na Madeira 14.131 (+126).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 251,1 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,20. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se também nos 1,20. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Boletim epidemiológico da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.985 (+7) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.945, +8), entre 60 e 69 anos (1.676, =) entre 50 e 59 anos (529, =), 40 e 49 anos (185, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.625 são do sexo masculino e 8.760 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 183.500 infeções (+414), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 181.620 (+490), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 166.455 (+404). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 153.993 infeções (+372) reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 121.175 (+323), entre os 60 e os 69 anos soma 105.414 (+368) e a com 80 ou mais anos totaliza 79.069 (+84) casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 73.870 (+457) infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 525.816 homens infetados e 606.648 mulheres, sendo que se desconhece o género de 777 pessoas.

Vídeo - Como fazer uma máscara em casa?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.173.915 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Presse (AFP). Mais de 258.929.020 pessoas foram infetadas, até à data, pelo coronavírus SARS-CoV-2 em todo o mundo, de acordo com o balanço feito pela agência noticiosa francesa até às 11:00 de hoje, com base em fontes oficiais.

Na quarta-feira, registaram-se 8.865 mortes e 626.666 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela AFP. Os países que registaram mais mortes nas últimas 24 horas foram os Estados Unidos (1.788), Rússia (1.238) e Ucrânia (628).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 775.397 óbitos e 48.091.937 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 613.339 mortes e 22.043.112 casos, a Índia com 466.980 mortes (34.544.882 casos), o México com 293.186 mortes (3.872.263 casos) e a Rússia com 269.057 mortos (9.468.189 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 609 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (398), Bósnia-Herzegovina (378), Montenegro (361), Macedónia do Norte (359), Hungria (347) e República Checa (304).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizam 1.536.984 mortes para 46.537.071 casos, Europa 1.500.157 mortes (82.374.912 casos), Ásia 892.783 mortes (56.984.911 casos), Estados Unidos e Canadá 804.977 mortes (49.866.883 casos), África 222.030 mortes (8.616.303 casos), Médio Oriente 213.734 mortes (14.249.368 casos) e Oceânia 3.250 mortes (299.572 casos).

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