Portugal regista esta quinta-feira mais 11.636 casos de COVID-19 e 19 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 20.941 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 3.231.075 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 9.591 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 2.741.600 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é a área do país com mais novas notificações, num total de 31,3% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.695 (+6), seguida do Norte com 6.411 óbitos (+5), Centro (3.714, +3) e Alentejo (1.168, =). Pelo menos 683 (+4) mortos foram registados no Algarve. Há 185 mortes (+1) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 85 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 1.560 doentes internados, menos 86 face ao valor de ontem, e 106 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais cinco face ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 468.534 casos ativos da infeção em Portugal — mais 2.026 do que ontem — e 448.694 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 10.640 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região do Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 1.222.707 (+2.490), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (1.144.337 +3.637), da região Centro (484.522 +2.574), do Algarve (131.959 +739) e do Alentejo (115.463 +775).

Nos Açores existem 55.455 casos contabilizados (+859) e na Madeira 76.632 (+562).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 2.533,7 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,72. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,70. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 13.566 (+13) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.526, +2), entre 60 e 69 anos (1.923, +2) entre 50 e 59 anos (624, +2), 40 e 49 anos (221, =) e entre 30 e 39 anos (55, =). Há ainda 19 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 11.011 são do sexo masculino e 9.930 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 561.265 (+1.847), seguida da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 511.241 (+1.641), e da faixa etária dos 20 aos 29 anos com, 496.565 (+1.682). Logo depois, surge a faixa etária entre os 10 e os 19 anos, com 435.977 (+2.213) reportadas. A faixa etária entre os 50 e os 59 anos tem 385.293 (+1.135), entre os 0-9 anos soma 336.166 (+1.094) e a dos 60 e os 69 anos tem 236.288 (+853) infeções reportadas desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 140.676 (+616) e dos 80 ou mais anos, com 127.604 casos (+555).

Desde o início da pandemia, houve 1.504.520 homens infetados e 1.723.683 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.872 pessoas.

Vídeo - O que é que as vacinas têm feito por nós?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

DGS está a equacionar fim do uso de máscaras no interior

O fim do uso de máscara nos espaços interiores está a ser equacionada, mas isso só acontecerá quando diminuir a mortalidade por COVID-19 em Portugal e atividade epidémica estiver mais baixa, disse hoje a diretora-geral da Saúde.

“Temos um marco importante a cruzar que é diminuir a mortalidade para os níveis que o ECDC [Centro Europeu de Controlo de Prevenção de Doença] preconiza”, 20 mortos por milhão de habitantes, disse Graça Freiras aos jornalistas, à margem das 13.ª Jornadas de Atualização das Doença Infecciosas do Hospital Curry Cabral, que decorrem hoje e sexta-feira, em Lisboa.

Graça Freitas adiantou que o país está na primeira fase de redução de medidas e ainda são necessárias cautelas, até avançar para a segunda etapa.

“Vamos esperar que o vírus atinja os mínimos possíveis para nos darem alguma liberdade também no que diz respeito à utilização de máscaras”, mas as medidas dependerão sempre da “dinâmica do vírus”, adiantou.

Sobre as questões que os pais têm levantado por causa dos processos de aprendizagem, Graça Freitas disse que também há quem defenda e diga que os processos de aprendizagem não são alterados pela utilização das máscaras.

“As crianças estão habituadas e, portanto, vamos com calma vendo de facto os riscos”, disse, referindo que o Governo decidirá em que altura fará o abrandamento de medidas.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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