Portugal regista esta quarta-feira mais 1.247 casos de COVID-19 e 10 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 17.882 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.058.347 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 1.686 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.004.925 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 36,6% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.641 (+2), seguida do Norte com 5.539 óbitos (+4), Centro (3.123, +2) e Alentejo (1.013, +1). Pelo menos 452 (+1) mortos foram registados no Algarve.

Há 42 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 72 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos a descer

Em todo o território nacional, há 527 doentes internados, menos 24 do que ontem, e 119 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais três do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 35.540 casos ativos da infeção em Portugal — menos 449 do que ontem — e 33.352 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 1.951 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 409.677 (+457), seguida da região Norte (406.649 +380), da região Centro (141.397, +215), do Alentejo (38.220, +51) e do Algarve (41.670, +115).

Nos Açores existem 8.679 casos contabilizados (+13) e na Madeira 12.055 (+16).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 191,1 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - inferior aos 208,3 casos de sexta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,84, inferior aos 0,85 registados há dois dias.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,83. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.669 (+5) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.831 +2), entre 60 e 69 anos (1.627, =) entre 50 e 59 anos (516, +3), 40 e 49 anos (175, =) e entre 30 e 39 anos (46, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.374 são do sexo masculino e 8.508 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 172.659 (+188) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 170.301 (+167), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 156.143 (+164). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 144.744 (+172) infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 113.756 (+117) e entre os 60 e os 69 anos soma 98.026 (+124).

Desde o início da pandemia, houve 488.740 homens infetados e 568.860 mulheres, sendo que se desconhece o género de 747 pessoas.

Vídeo - O que acontece ao SARS-CoV-2 quando entra em contacto com o sabão?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 4.646.416 pessoas no mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais.Mais de 225.728.950 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que, levando em consideração o excesso de mortalidade direta e indiretamente vinculado à covid-19, os resultados da pandemia podem ser duas a três vezes superiores aos registados oficialmente. Na terça-feira, 10.589 mortes e 565.055 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes nos seus relatórios mais recentes são os Estados Unidos com 2.392 novas mortes, México (1.047) e Rússia (792). Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 663.936 mortes para 41.365.255 casos registrados, de acordo com o levantamento mais recente da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 587.797 mortes e 21.019.830 casos, a Índia com 443.497 mortes (33.316.755 casos), o México com 269.016 mortes (3.528.972 casos) e o Peru com 198.840 mortes (2.162.294 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que possui o maior número de mortes em relação à sua população, com 603 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (312), Bósnia-Herzegovina (308), Macedónia do Norte (303), Montenegro (289) e a República Checa (284).

A América Latina e Caraibas totalizaram hoje 1.465.171 mortes por 44.048.239 casos, a Europa 1.278.544 mortes (65.349.316 casos), a Ásia 814.181 mortes (52.270.832 casos), os Estados Unidos e Canadá 691.188 mortes (42.917.699 casos), a África 203.938 mortes ( 8.086.052 casos), o Médio Oriente 191.508 mortes (12.906.829 casos) e a Oceania 1.886 mortes (149.991 casos).

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