“À luz da atual escassez global de máscaras faciais em resposta à epidemia do coronavírus, a Sands China Ltd. está a doar 500.000 máscaras médicas ao Governo (…) de Macau, como parte do compromisso da empresa de apoiar (…) os esforços para combater a rápida propagação do vírus”, lê-se no comunicado da empresa que também conta com capitais norte-americanos.

O primeiro lote de 300 mil máscaras já foi entregue hoje ao Governo, acrescenta-se na mesma nota.

“Como empresa sediada em Macau, a Sands China considera como parte da sua responsabilidade social corporativa procurar continuamente o bem-estar da comunidade (…) e ajudar em períodos de necessidade”, sublinhou o presidente da empresa, Wilfred Wong, que possui cinco casinos na capital mundial do jogo.

“Como maior operadora de ‘resorts’ integrados de Macau e subsidiária da Las Vegas Sands Corp., a Sands China pode tirar proveito de sua rede global de compras para ajudar Macau a obter máscaras faciais durante esse período de alta procura, quando os ‘stoks’ estão em falta”, referiu ainda a operadora.

A 06 de fevereiro, a Sands China anunciara já a doação de 25 milhões de patacas (2,8 milhões de euros) para ajudar as autoridades chinesas e de Macau no combate à epidemia.

Das 10 pessoas infetadas em Macau com o coronavírus desde o início da epidemia permanecem nove internadas, mas devem receber alta nos próximos dias, admitiram as autoridades de saúde no domingo.

Uma das primeiras medidas do Governo de Macau, para além de enviar milhares de alunos e funcionários públicos para casa, passou pelo racionamento de máscaras. Em cerca de 50 farmácias, a população é obrigada a apresentar o documento de identificação para adquirir dez máscaras, só podendo realizar nova compra, na mesma quantidade, 10 dias depois.

A inexistência de desinfetantes nas prateleiras de farmácias e supermercados levou também o Governo a emitir com caráter de urgência licenças industriais para fábricas locais produzirem estes produtos.

Nas últimas semanas, foram realizados 691 testes. Destes, já foram descartados 656 casos suspeitos. Vinte e cinco pessoas continuam a aguardar o resultado das análises, enquanto 19 pessoas já não se encontram em regime de isolamento.

A epidemia provocada pelo coronavírus detetado em Wuhan causou já 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde se contabilizam mais de 42 mil infetados, segundo o balanço hoje divulgado.

Na segunda-feira, de acordo com os dados anunciados pela Comissão Nacional de Saúde da China, registaram-se no território continental chinês 108 mortes e foram detetados 2.478 novos casos de infeção, para um total de 42.638, em especial na província de Hubei (centro), onde perto de 60 milhões de pessoas permanecem em quarentena.

O balanço é superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta o território de Macau e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

Na Europa, contam-se desde segunda-feira 43 infetados, com quatro novos casos detetados no Reino Unido, onde a propagação do vírus foi declarada uma “ameaça séria e iminente para a saúde pública”.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.

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