Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viana do Castelo, Luiz Costa, explicou que o CAT Benjamim "é a única resposta da instituição que não é vocacionada para a área da deficiência e que acumulou, desde 2008 um défice crónico".

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"Só em salários dos 15 trabalhadores a instituição paga 220 mil euros por ano. Por ano, o subsídio da Segurança Social ronda os 186 mil euros. A Segurança Social paga o que tem de pagar mas a estrutura, devido à sua reduzida dimensão, com capacidade para acolher 12 crianças e jovens em risco, não é economicamente viável", explicou o responsável.

Luiz Costa revelou que "as crianças e jovens em risco, atualmente a residir naquele centro vão ser encaminhadas para a resposta mais próxima", adiantando que "no distrito de Viana do Castelo há outros CAT com vagas para os acolher".

O responsável adiantou que a direção da APPACDM de Viana do Castelo vai reunir-se “ainda hoje” em Caminha com os 15 trabalhadores para lhes comunicar o encerramento, que deverá ocorrer no prazo de 120 dias". Tal decisão já foi entretanto à Segurança Social.

Luiz Costa afirmou que "alguns trabalhadores serão recolocados noutras respostas que a instituição tem no Alto Minho, sendo que "com outros será negociado o despedimento".

Sem especificar o número de trabalhadores naquela situação, Luiz Costa referiu que a APPACDM "não tem necessidade de absorver os 15 funcionários" ao serviço daquele CAT.

Em 2008 e 2011 a estrutura esteve para fechar, pelas mesmas razões, por se tratar de um edifício "com problemas estruturais e que não permite obras de alargamento", mas a decisão acabou por adiada.

"Andamos dez anos a gastar dinheiro numa estrutura que não faz parte da nossa vocação. Dinheiro que poderíamos ter investido na área da deficiência. A APPACDM vai investir 150 mil euros na readaptação de um edifício, em Ponte de Lima, para funcionar como lar. Os mais de 420 mil euros esbanjados nestes dez anos davam para fazer mais quase três novos lares de apoio à população com deficiência na região", destacou.

Em nota enviada à imprensa, o PSD de Caminha disse tratar-se "de mais um encerramento que marcará a carreira política do atual presidente da Câmara".

"Este encerramento poderá acarretar o fim da escola primária de Seixas que acolhia meninos do CAT e que ficará sem o rácio para manter as portas abertas. Acarretará desemprego e a deslocalização das crianças que tinham nas funcionárias a sua família de coração", sustenta o PSD.

Na resposta, o autarca Miguel Alves disse estar a "acompanhar" o caso, tendo "já reunido com o presidente da APPACDM e com os representantes dos trabalhadores e estar em diálogo com Segurança Social e com a Junta de Freguesia de Seixas".

"Estamos preocupados e apreensivos mas temos um compromisso, com todas as partes, de não trazermos a discussão para a praça pública até que não ocorram um conjunto de reuniões que estão previstas".

Miguel Alves frisou que irá "honrar" esse compromisso e adiantou que o município "fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar o encerramento deste equipamento em Seixas".

"Não faremos demagogia barata sobre uma questão social tão relevante. No tempo certo, o município terá uma pronúncia pública sobre o assunto", frisou.

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