“Esperamos muito rapidamente poder ter autorização para o construir”, afirmou Rui Guimarães à Lusa, à margem da inauguração da Unidade da Mulher e da Criança, cerimónia que contou com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido.

O médico explicou que a localização de Gaia, concelho do distrito do Porto, é “estratégica” porque tem uma área de influência “muito grande” a sul do Douro.

“É o único hospital daqui até Coimbra que tem todas as valências médico-cirúrgicas e, por isso, faz sentido que tenha disponível um equipamento de transporte [heliporto]”, referiu.

Além disso, o presidente do conselho de administração salientou que o centro hospitalar realiza “muitas cirurgias de reimplante” de doentes de outras áreas do país e, portanto, “faz todo o sentido” o mesmo ter capacidade de receber doentes helitransportados sem que eles tenham de ir para uma outra estrutura e, daí, transportados de ambulância para Gaia.

E felizmente, acrescentou, o edifício permite colocar um heliporto no seu topo, fazendo com que o transporte seja vertical, vincou.

Rui Guimarães comentou ainda que, num levantamento feito pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) sobre os hospitais que tinham de construir heliportos ou requalificá-los, o hospital de Gaia foi tido como “prioritário”.

Neste momento, o centro hospitalar tem já o projeto aprovado e a validação da ANAC para a localização do heliporto.

O objetivo, após ter autorização para a sua construção, será fazê-la na sequência das obras que irão ser feitas no hospital, ditas de segunda fase.

“Faz sentido que esta próxima fase de obras do hospital englobe este projeto porque há custos que são diluídos, desde logo a montagem do estaleiro e das gruas”, sublinhou.

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