7 de março de 2014 - 10h18
A malária aumentou nas regiões montanhosas da América Latina e da África Oriental, devido à elevação das temperaturas nas zonas mais elevadas, de acordo com um estudo publicado na quinta-feira.
"A tendência é muito clara e as consequências do aquecimento são uma propagação da malária em altitude com um aumento crescente e provável do número de casos no futuro", afirma a pesquisadora Mercedes Pascual, da Universidade de Michigan, norte dos Estados Unidos.
O estudo publicado na revista "Science" adverte para o facto de regiões densamente povoadas, como Antióquia, na Colômbia, ou o centro da Etiópia, poderem sofrer as consequências da doença. A malária é disseminada por um mosquito que se reproduz mais rápido em temperaturas elevadas.
Para tentar isolar a influência específica da temperatura na propagação da doença, os investigadores compararam a evolução dos casos de malária no oeste da Colômbia, de 1990 a 2005, e no centro da Etiópia, de 1993 a 2005. Depois, compararam o número de casos com as flutuações anuais de temperaturas médias nessas regiões.
A conclusão foi que o número de casos de malária aumenta nas zonas de alta montanha nos anos mais quentes e diminui nos anos mais frescos.
Num estudo anterior, os mesmos cientistas calcularam que o aumento de 1°C da temperatura pode elevar em três milhões o número de casos entre as crianças etíopes.
Lusa

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