A presidente da Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala, Ana Tavares, confirmou hoje à TSF que chegam às consultas de terapia da fala cada vez mais políticos.

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"Hoje em dia há, de facto, uma preocupação não só com o que se diz, mas com a forma como se diz. Muitas vezes, as palavras não são tudo e, portanto, toda a linguagem não verbal também é importante", diz a terapeuta, que admite: "Cada vez mais os políticos têm essa preocupação".

A presidente da Associação Portuguesa de Terapeutas da Fala explica que há detalhes na linguagem que podem distrair. "A postura, os gestos, o contacto visual, a expressão facial, a voz, se está mais nervoso... muitas vezes a voz denuncia o nosso estado emocional, a expressão facial também, o morder o lábio. Tudo isto são aspetos que são analisados ao pormenor e que podem denunciar exatamente o contrário daquilo que a pessoa está a verbalizar", indica citada pela referida rádio.

Ana Tavares recorda que "salta muito à vista aquilo que é errado". "Muitas vezes, é muito fácil identificarmos determinados políticos como "sopinha de massa" ou como uma alteração do "r" ou alguém que não produz o "le". Nós vemos muitos políticos a ler de uma forma muito monótona e, portanto, não captam a atenção. Esse talvez seja também uma das maiores dificuldades", afirma a terapeuta à TSF.

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Botox, outra tendência

No estrangeiro, chegam outras notícias: está a aumentar o número de profissionais do meio político que fazem botox para esconder as emoções, revela o jornal britânico "The Independent".

Segundo Tijion Esho, médico e cirurgião plástico consultado pelo diário, há cada vez mais advogados, políticos, corretores da bolsa, detetives e médicos a recorrerem à toxina botulínica para disfarçar, maquilhar ou esconder as emoções.

O objetivo é que as suas expressões faciais não denunciem o que lhes vai no pensamento. "Ao longo do tempo, tenho notado uma nova vaga de pacientes que procuram o botox para lhes dar uma expressão reduzida ou mínima", disse o médico em declarações ao referido jornal.

A cirurgiã plástica norte-americana Dara Liotta confirma: "Uma amiga minha, psiquiatra, diz que passa tanto tempo a tentar não contrair os músculos [faciais] para não parecer crítica nas consultas com os pacientes que quase não os ouve".

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Há ainda outra razão: injetado em determinados pontos da cara ou corpo, o botox pode inibir a transpiração, disfarçando ou escondendo o nervosismo.

A toxina botulínica, conhecida de todos por botox, é uma proteína produzida por uma bactéria – Clostridium Botulinum. Na década de 50 descobriu-se que esta proteína provocava diminuição da ação muscular quando injetada nos músculos.

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