Em comunicado, o Bloco de Esquerda (BE) considera lamentável a situação que foi objeto de uma deliberação da Entidade Reguladora da Saúde, na sequência de uma queixa da mãe de uma criança de sete anos, que protestou com o tempo que o filho teve de esperar até ser atendido para um tratamento de quimioterapia.

“É uma situação lamentável e que não pode ocorrer: obrigar uma criança com patologia oncológica, que enfrenta uma situação muito pesada emocionalmente e que tem que ser sujeita a tratamentos penoso, a esperas desnecessárias e permanência de horas a fio no hospital. Não é aceitável”, refere o Bloco de Esquerda.

O ministro da Saúde manifestou já confiança na administração do IPO de Lisboa e disse que, se existe um problema que conduziu à demora no atendimento de crianças, terá de ser resolvido de imediato.

Falta de enfermeiros

O Bloco de Esquerda lembra ao ministro da Saúde que o IPO de Lisboa se “queixa da falta de profissionais, em concreto enfermeiros, justificando assim a demora em certos procedimentos, assim como os tempos de espera entre análises e consulta e entre consulta e a administração do tratamento”.

Por isso, os bloquistas querem a contratação urgente de mais profissionais de saúde para que não sucedam mais casos: “Tendo em conta a gravidade da situação e tendo em conta a resposta do IPO de Lisboa, é preciso um esclarecimento sobre a situação e, acima de tudo, uma rápida solução para o problema. Isso deve ser, aliás, a preocupação principal: contratar rapidamente os profissionais em falta, acabar com os constrangimentos que levam a demoras no atendimento, e fazer com que mais nenhuma criança com doença oncológica tenha que passar por períodos de espera”.

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Segundo a queixa da mãe, feita em 2016 e objeto de deliberação do regulador, a criança de sete anos fez análises às 10h00, teve consulta às 15h30 e só às 20h30 é que foi atendida para tratamento. Foram mais de dez horas de espera entre as análises e a administração da quimioterapia.

O Bloco de Esquerda pede ao Ministério da Saúde que esclareça sobre as necessidades de profissionais no IPO de Lisboa e sobre as medidas urgentes a tomar para a contratação “de forma imediata”.

“É necessário esclarecer ainda se o IPO de Lisboa fez pedidos de autorização à tutela para contratação de pessoal e se estes pedidos não foram respondidos ou que foram negados”, acrescenta o comunicado do BE.

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