Segundo o Instituto Paul Ehrlich (PEI), a entidade federal responsável por vacinas e medicamentos biomédicos no país, esta é a quarta autorização no mundo para testes em humanos de possíveis vacinas contra a doença da COVID-19.

O ensaio clínico, desenvolvido pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech e a farmacêutica norte-americana Pfizer, visa “determinar a tolerância geral da vacina em teste e a sua capacidade de propor uma resposta imune contra o agente patogénico”, um vírus de ARN (ácido ribonucleico) que tem a particularidade de sofrer mutações.

Na primeira fase do estudo clínico, uma das várias variantes de vacina será testada em 200 voluntários saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 55 anos. Após um período para observação dos vacinados, será lançada a segunda fase do estudo, na qual serão vacinados mais voluntários da mesma faixa etária, mas com alto risco de infeção ou de desenvolver complicações em caso de infeção.

“O teste de possíveis vacinas em pessoas é um marco importante no caminho para a produção de vacinas seguras e eficazes contra a covid-19”, sublinhou o PEI, em comunicado hoje divulgado.

A aprovação do estudo “é o resultado de uma avaliação minuciosa do risco-benefício da potencial vacina”, acrescentou.

Os ensaios clínicos também deverão ser realizados pela Pfizer nos Estados Unidos, assim que as autoridades reguladoras derem luz verde, indicou a BioNTech, especialista em tratamentos contra o cancro.

No início do mês, a revista científica Nature contabilizava 115 vacinas candidatas contra a COVID-19, das quais 73 encontravam-se em fase exploratória ou pré-clínica.

A primeira vacina candidata contra a COVID-19 começou a ser testada em 16 de março, nos Estados Unidos, depois de ter sido publicada, em 11 de janeiro, a sequência genética do coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença respiratória aguda.

A Alemanha contabiliza hoje 99.400 pessoas curadas da COVID-19, mais 4.200 casos comparando com terça-feira, e 4.879 mortos, mais 281, de acordo com os números oficiais. O Instituto Robert Koch informa que há 145.694 casos do vírus, um aumento de 2.237 em relação a terça-feira

A Baviera, o maior estado federado do país, continua a ser o mais afetado, calculando um total de 38.814 casos e 1.424 óbitos.

Reino Unido também vai iniciar testes em humanos

O Reino Unido também vai começar a testar uma vacina contra a COVID-19 em seres humanos, anunciou na terça-feira o ministro da Saúde, Matt Hancock.

O ministro britânico da Saúde Matt Hancock afirmou que os testes da vacina que está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford vão decorrer em doentes com o novo coronavírus a partir desta quinta-feira.

A equipa que está a desenvolver a vacina vai começar a produção da mesma antes de os testes estarem concluídos. O objetivo é agilizar a oferta em caso de aprovação.

Dessa forma, os cientistas pretendem experimentar a vacina em 500 pessoas na primeira quinzena de maio e depois alargar os testes a milhares de voluntários. O Governo britânico promete 48 milhões de euros para ajudar os investigadores na descoberta do tratamento profilático.

Os cientistas que estão a trabalhar na nova vacina consideram que esta tem 80% de possibilidades de ser bem sucedida. O objetivo é produzir um milhão de doses até setembro. A investigação é conduzida pela investigadora Sarah Gilbert, que lidera uma equipa de cientistas da Universidade de Oxford.

O Imperial College de Londres também está a trabalhar numa vacina contra a doença.

O número de óbitos durante a pandemia de COVID-19 no Reino Unido subiu para 17.337 após ter sido registada a morte de mais 823 pessoas infetadas nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

O número total de casos de contágio, contabilizado até às 09:00 de hoje, é agora de 129.044, mais 4.301 do que no dia anterior, referiu a mesma fonte.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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