A Alemanha lida há vários anos com uma forte carência de profissionais em várias áreas, como a das tecnologias e da saúde, e tem-se desdobrado em esforços para captar recursos qualificados, quer através de acordos bilaterais com países do leste da Europa e do golfo pérsico, quer através da captação de profissionais em países vizinhos.

Ao Diário de Notícias, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, admite que a Alemanha é também "um dos destinos principais para os médicos portugueses, depois do Reino Unido".

Anualmente, Portugal forma 1600 médicos. Só no ano passado, emigraram 387, entre os mais de 1000 que pediram a documentação para poderem procurar emprego no estrangeiro.

"Certamente algumas dezenas foram para a Alemanha. Pagam muito melhor, pode mudar-se facilmente de especialidade e fazer a formação em locais distintos. Têm condições boas de trabalho e de futuro, como casas e apoios familiares", comentou o bastonário ao referido jornal.

Segundo uma responsável de recrutamento da empresa EGV Recruiting, a tabela salarial dos médicos internos - clínicos a fazer a especialidade - na Alemanha começa nos 4 mil euros e chega aos sete mil para os especialistas, já para não falar nos valores auferidos com a realização de horas extraordinárias e bancos de urgência.

De acordo com dados da Associação Médica Alemã, o número de médicos estrangeiros a trabalhar no país aumentou 57% nos últimos cinco anos.

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