Face ao estudo anterior, em 2015, as prevalências de agora não diferem de forma substancial, salienta o estudo, do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, SICAD. Um em cada 10 alunos consumiu, no último ano, bebidas alcoólicas, tabaco e drogas ilícitas, indica um estudo hoje divulgado.

 O Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco, Drogas e outros Comportamentos Aditivos e Dependências (ECATD-CAD) é representativo dos alunos do ensino público entre os 13 e os 18 anos (26.319 alunos de 734 escolas) e é feito de quatro em quatro anos. Das conclusões, além do álcool e tabaco, salienta-se a expressão “bem menor” do consumo de determinados medicamentos e de substâncias ilícitas. E que o uso da Internet é generalizado, bem como os jogos eletrónicos, sendo menos prevalente o jogo a dinheiro.

“Concluiu-se que os comportamentos de maior risco estão limitados a uma minoria de inquiridos e são mais esporádicos do que frequentes. Mesmo que de forma experimental, a generalidade dos alunos tem práticas que, pelo facto de serem menores, lhes estão vedadas e outras que são de todo ilícitas”, diz-se nas conclusões do documento.

Os alunos, conclui-se também, dizem em grande percentagem que é fácil o acesso a álcool e tabaco e que estes dois produtos são não só os mais consumidos como aqueles cujo consumo se inicia mais precocemente.

Quanto a 2015 no caso do álcool há uma ligeira descida no tempo de consumo e os casos de embriaguez são também menos, mas essencialmente nos homens, já que face a 2015 há um ligeiro aumento do consumo por parte das mulheres, com uma aproximação aos homens nos padrões de consumo.

No caso do tabaco há também uma tendência de descida, ainda que haja uma ligeira subida no uso de cigarros eletrónicos, especialmente junto dos rapazes.

Quanto ao consumo de drogas ilícitas, nota o estudo a que a Lusa teve acesso que há também uma tendência de descida, quer a nível de experimentar quer a nível de consumir. Quanto a consumo recente há uma descida no caso de canábis, mas há uma ligeira subida em relação a outras drogas.

O que aumentou consideravelmente em relação a 2015 foi o consumo ao longo da vida de tranquilizantes com receita médica, uma subida em todas as idades. Como também aumentou o jogo a dinheiro, quer nos rapazes quer nas raparigas.

“De um modo geral, as tendências identificadas refletem-se em todos os grupos etários entre os 13 e os 18 anos. No que diz respeito aos agravamentos dos consumos nocivos de álcool, bem como aos de drogas ilícitas, é entre o grupo de 16 anos que tal mais se faz sentir”, afirma-se no documento.

Em relação à perceção que os alunos têm de facilidade de acesso a todos estes produtos há uma evolução clara entre o inquérito de 2015 e o agora revelado (mas feito em 2019). Agora há muito menos jovens a considerar fácil ou muito fácil o acesso aos cigarros tradicionais e à canábis. Mas há muitos mais a dizer que é fácil o acesso a tranquilizantes com receita médica.

No álcool a ideia é que o vinho e a cerveja têm o acesso menos facilitado, mas é mais fácil comprar bebidas destiladas, nomeadamente as chamadas “alcopops”, as bebidas com teor alcoólico baixo e com sabor a frutas.

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