Esta condição deve-se a uma sobre-estimulação das glândulas sudoríparas (glândulas existentes na pele que produzem suor) por alteração do sistema nervoso simpático, e manifesta-se sobretudo nas axilas, palmas das mãos, plantas dos pés e face. A manifestação axilar e nas palmas das mãos são as que mais influenciam e impactam a qualidade de vida dos que a padecem. Um cumprimento de mão sem ter de secar as mãos antes, escrever sem molhar o papel e a caneta escorregar, pegar em objetos sem eles caírem, conseguir que o ecrã “touch” do telemóvel responda aos dedos molhados, conduzir sem que o volante escorregue, abraçar um amigo sem ter vergonha ou medo de o molhar,  são tarefas simples mas difíceis para estas pessoas.

Entendendo o óbvio impacto na qualidade de vida, na convivência social, e sabendo a tendência para o isolamento social causado por esta doença, porque não ouvimos falar mais dela?

Diferentes estudos apontam que a incidência da hiperhidrose é de cerca de 3%, contudo pensa-se ser um valor abaixo do real. O incómodo e o desconforto que causa falar sobre o tema, e possivelmente o desconhecimento da existência de tratamento para esta condição, fazem com que os que a sofrem não procurem respostas e ajuda para o seu problema.

Após o despiste de doenças subjacentes que podem causar hiperhidrose, na consulta médica serão exploradas todas as possibilidades de tratamento. Atualmente dispomos de um vasto leque terapêutico para o tratamento da hiperhidrose e a decisão deverá ser tomada conjuntamente com o doente, segundo o impacto na qualidade de vida, o número de regiões afetadas, a eficácia de tratamentos anteriores e os recursos económicos.

Como opções médicas existem os antitranspirantes tópicos (como por exemplo, o cloreto de alumínio hexahidratado), os dispositivos médicos (entre eles, a iontoforese, o láser, a radiofrequência, e mais recentemente o miraDry®), a aplicação de toxina botulínica (como por exemplo, o Botox®), e os anticolinérgicos (tratamento oral que bloqueia o sistema nervoso simpático). Porém, quando o tratamento médico não é eficaz, a cirurgia pode ser equacionada e uma solução.

Hoje em dia privilegiam-se opções minimamente invasivas, cosmeticamente favoráveis e com um tempo de recuperação curto, sendo a aplicação de toxina botulínica uma opção muito agradecida, segura, eficaz e com efeitos adversos mínimos e temporários.

A transpiração excessiva é uma entidade clínica pouco divulgada, levando a que muitos que a padecem não procurem ajuda profissional. Apesar de ser uma condição benigna, é importante e relevante o seu reconhecimento como entidade médica tratável e a sua divulgação diante dos profissionais de saúde.

Não deixe que a transpiração excessiva o limite.

Um artigo da médica Mariana Miranda, com formação em Medicina Estética.

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