Baguitas são bolachas estaladiças que usam como ingrediente principal uma farinha obtida do bagaço de uva das castas de Touriga Nacional e Arinto, fornecidas pela Cooperativa Carmim - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz. “É, aliás, a este ingrediente inovador e com elevado valor nutricional, nomeadamente alto teor de fibra e características organoléticas únicas, que o produto deve o seu nome”, informa a organização do Prémio Ecotrophelia, acrescentando: “a transformação em farinha do bagaço de uva é o método mais sustentável de utilização deste subproduto alimentar que resulta da prensagem de massas vínicas utilizada pela indústria do vinho”.

Desenvolvido por uma equipa de investigadores multidisciplinar nas áreas de Ciências da Nutrição e de Design de Comunicação da Universidade Lusófona, este foi o projeto nascido do conhecimento científico e tecnológico distinguido pela ANI, e que valoriza os resíduos e subprodutos agroalimentares do vinho, cujos desperdício e tratamento têm um impacto ambiental elevado. O reaproveitamento dos mesmos para a criação de produtos de valor acrescentado e de qualidade nutricional é, assim, uma necessidade e uma meta da economia circular.

Além de grandes vantagens na redução de custos de eliminação ou tratamento dos resíduos, a bolacha Baguitas contribui para que os produtores possam ter uma nova fonte de rendimento, além de valorizar produtos nacionais como o mel Apimigor, de Almodôvar, e os frutos secos.

Snack saudável que reaproveita farinha de bagaço de uva recebe prémio de inovação
créditos: Baguitas

Locais e sazonais, as bolachas Baguitas são fabricadas artesanalmente, mas está dentro dos planos dos promotores uma possível industrialização no futuro.

Para além do Prémio Ecotrophelia, o snack arrecadou a distinção Born from Knowlegde Awards (BfK), atribuídos pela PortugalFoods e pela Agência Nacional de Inovação (ANI), respetivamente.

“O Prémio Ecotrophelia tem como ambição promover a inovação, empreendedorismo e competitividade no setor agroalimentar a nível nacional e europeu, reunindo e desafiando estudantes, professores, investigadores e profissionais do setor a refletir sobre os produtos eco-inovadores do futuro”, lemos no comunicado que apresenta a iniciativa.

Destinado a equipas multidisciplinares de dois a seis estudantes do ensino superior, o Prémio visa o desenvolvimento de um produto alimentar inovador e sustentável a vários níveis, desde o conceito, formulação, produção, packaging até aos planos de marketing, negócio e vendas, sem descurar as vertentes nutricional e sensorial.

Desde 2017, a ANI já premiou 39 projetos e start-ups, nascidos da investigação académica, em concursos e prémios de inovação nacionais promovidos por entidades como Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, Crédito Agrícola, COTEC, BPI, Super Bock Group e Serralves, Altice Labs e Rock in Rio, através do programa Born from Knowledge (BfK).

Pela primeira vez desde que a ANI e a PortugalFoods são parceiros, o projeto que arrecadou o primeiro lugar do Prémio Ecotrophelia Portugal recebeu, também, a distinção BfK.

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