Além de Sá Pessoa, que entra pela primeira vez neste ranking e arrecada simultaneamente o prémio de “melhor entrada”, José Avillez (Belcanto, duas estrelas Michelin, Lisboa, e cerca de uma dezena de outros restaurantes em Portugal e no Dubai) é o outro cozinheiro português na lista, em 44.º lugar, subindo 70 posições face à tabela anterior.

Os prémios foram anunciados a 15 de setembro, numa cerimónia em Amesterdão, em que participou presencialmente Sá Pessoa, chefe de cozinha do Alma (duas estrelas Michelin) e de outros restaurantes em Portugal e também um em Macau.

Ao receber a distinção nos "The Best Chef Awards", o português destacou o significado de receber este prémio em Amesterdão, revelando que se prepara para abrir, em novembro, um novo restaurante (ARCA) na capital dos Países Baixos. Sá Pessoa deixou ainda um agradecimento à sua equipa, destacando que estes foram “momentos difíceis para todos e em particular para os restaurantes”.

Em declarações o cozinheiro resumiu o sentimento: “Estou feliz”.

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“É sem dúvida um prémio muito especial”, disse, assinalando este como “um dos momentos mais altos” da sua carreira.

Sá Pessoa assinalou ainda que estes prémios são também positivos para Portugal, com vários chefes com restaurantes no país entre os 50 melhores.

O austríaco Hans Neuner (Ocean, duas estrelas Michelin, Porches, Algarve) subiu na tabela, este ano, da 69.ª posição para a 50.ª.

Também com restaurantes em Portugal, os espanhóis Martin Berasategui (Fifty Seconds, Lisboa, uma estrela) e Eneko Atxa (Eneko Lisboa, uma estrela) ficaram, respetivamente, em 28.º (37.º em 2020) e 31.º (17.º em 2020).

A distinção, criada pelo especialista em gastronomia italiano Cristian Gadau e pela neurocientista polaca Joanna Slusarczyk, pretende dar destaque ao cozinheiro em detrimento do restaurante, e a seleção dos nomeados parte de “parceiros independentes” da plataforma.

Na edição deste ano, Dabiz Muñoz (DiverXo, três estrelas) conquistou o título de Melhor Cozinheiro, seguido de Björn Frantzén (Frantzén, Estocolmo, três estrelas), novamente em segundo lugar, depois de ter sido o vencedor em 2019.

Na terceira posição ficou Andoni Luis Aduriz (Mugaritz, Guipuzcoa, Espanha, duas estrelas).

Os prémios distinguem chefes de cozinha em várias categorias, desde logo a de "Lenda", atribuído este ano a Alfonso Iaccarino (Don Alfonso 1890, Itália), enquanto Joan Roca (El Celler de Can Roca, Espanha, já considerado o melhor do Mundo e com três estrelas Michelin), recebeu o prémio relativo à "Ciência", destinado ao cozinheiro que se destaque na investigação, técnicas experimentais e transformação.

A brasileira Manu Buffarra (Manu, Curitiba, Brasil), venceu o prémio "Seguidores", depois de no ano passado ter sido considerada uma "Estrela em Ascensão".

A lista contém os distinguidos do ano passado e cem caras novas. A votação cabe, em 70%, aos pares — uma forma de os cozinheiros prestarem homenagem entre si -, e os restantes 30% resultam de votos de “uma seleção de jornalistas, críticos, blogueres, fotógrafos e outras personalidades com um conhecimento especial pela alta cozinha”, segundo os promotores.

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